Revolução Industrial e a Era de Napoleão são os nossos conteúdos para a av2.
A Unidade 3 é bem mais fácil do que as outras 2 anteriores. Acredito que a prova será melhor também :)
Vamos sair da Inglaterra e sua Revolução Industrial e voltamos para a França, país que vivia os momentos finais da Revolução Francesa. Sairemos do XVIII e estudaremos os primeiros anos do século XIX: Era de Napoleão (1799-1815)
Napoleão Bonaparte começou a despontar como um bom militar ainda nos primeiros anos de Revolução Francesa quando travou batalhas contra as monarquias absolutistas como a Prússia e a Áustria. O constante sucesso nas batalhas desde 1793, deu a ele, prestígio entre militares e políticos. Em 1798, Bonaparte parte para expedição no Egito com o objetivo de cortar a comunicação da Inglaterra com a Índia, sua colônia, através do Egito. A dificuldade nesse campanha faz que o Napoleão volte para Paris. Pouco tempo depois seria articulado o Golpe do 18 Brumário que o levaria ao poder.
O golpe deu fim ao Diretório e iniciou-se o Consulado que seria formado por 3 cônsules e o principal deles seria Napoleão Bonaparte. Porém, rapidamente o militar tornou-se o único cônsule.
A partir disso, Napoleão tomou uma série de medidas para desenvolver a França, como a criação do Banco da França (em 1800) que criaria a moeda francesa chamado de franco e garantiria a cobrança regular de impostos para equilibrar as contas do país. Ainda durante o Consulado, Bonaparte garantiria as conquistas sociais obtidas durante a Revolução Francesa como a igualdade perante à lei, abolição de privilégios para clero e nobreza, igualdade de impostos, direito à propriedade privada, dentre outros. Por fim, o governo de Napoleão fez grandes investimentos em obras de infra-estrutura, como portos, pontes e estradas para melhorar a circulação das mercadorias francesas, dar maior crescimento econômico e alavancar a industrialização. Entenda como entrar também na Revolução Industrial.
Nesse meio tempo, em 1804, os deputados da Assembleia Nacional votaram pela criação do Império, confirmado pouco tempo depois por uma consulta popular (plebiscito). Por isso, a França deixou de ser uma República e tornou-se Império e seu imperador seria Napoleão I.
Ao mesmo tempo que Napoleão Bonaparte busca desenvolver as indústrias francesas, a Inglaterra já estava nesse processo a mais tempo e conseguia comercializar com suas colônias e os países vizinhos europeus. A rivalidade que surgirá entre França e Inglaterra é, principalmente, motiva por disputa por mercados consumidores.
Ainda nesse contexto Napoleão Bonaparte levaria o exército francês para praticamente toda a Europa Ocidental, derrubaria as monarquias absolutistas, estabeleceria regimes políticos constitucionais e aboliria privilégios nobres e cleros. Isso quer dizer que o militar francês espalhou pelo uso da força militar os ideias da Revolução Francesa de liberdade e alguma igualdade. Apesar disso, não podemos acreditar que os povos dos países invadidos vissem isso com bons olhos porque os exércitos entravam para ficar e é nesse momento que começa a se desenvolver com mais força o sentimento de nacionalismo nas regiões invadidas.
A expansão dos domínios franceses foi barrada apenas na Inglaterra, na Batalha de Trafalgar, em 1805.
(Revejam o mapa da página 71 - Império Napoleônico em 1812)
Nesse momento ficou claro para Napoleão que derrotar a Inglaterra não seria simples. Por isso, foi elaborado o Bloqueio Continental (1806) para tentar sufocar a economia inglesa. O bloqueio determinava a proibição do comércio entre o continente europeu e a Inglaterra. Essa medida traria vários consequências para vários países. Portugal, por exemplo, precisou escolher entre cortar relações com a Inglaterra e deixar o Brasil sem qualquer proteção contra os ingleses e poderia perder sua principal colônia ou manter as relações comerciais com a Inglaterra e ter o seu território invadido pelo exército francês. O príncipe regente português adiou o quanto pode a decisão, mas acabou optando pela Inglaterra e transferiu a corte para o Brasil e Portugal caiu sob domínio francês.
A Espanha também foi invadida, o rei foi depostos e em seu lugar Napoleão colocou seu irmão Francisco. Porém, na América, houve desdobramentos (consequências) políticas já que a grande maioria das colônias eram espanholas e não reconheciam o novo rei. Uma boa justificativa para buscar a independência.
A Rússia seguiria o mesmo caminho e romperia com o Bloqueio Continental e também precisou enfrentar o exército francês. Contudo, a campanha militar contra os russos em 1812 foi muito mais complexa em razão da enormidade do território russo e da entrada do extremamente rigorosos inverno russo. A derrota francesa foi desastrosa e debilitou as forças militares do país, encorando as monarquias absolutistas como o Império austríaco, a Prússia, a Rússia e a Inglaterra formarem uma coligação contra a França, fato geraria mais uma derrota, a retirada de Napoleão Bonaparte do poder e sua prisão. Em seu lugar, foi posto Luís XVIII, irmão de Luís XVI, o rei guilhotinado.
Bonaparte escreveria mais um breve capítulo dessa história com o Governo dos Cem Dias (1815) ao fugir da ilha de Elba (sul da França) e voltar para Paris com exército ao seu lado. No entanto, a Batalha de Waterloo colocaria fim definitivo ao seu governo.
Congresso de Viena (1815)
Reúne as monarquias absolutistas (Império austríaco, a Prússia, a Rússia) mais a Inglaterra e estabelece:
- retorno das dinastias depostas pelo avanço dos exércitos franceses
- retorno do absolutismo
- restabelecimento das fronteiras europeias ao traçado original anterior às invasões
- criação da Santa Aliança para combater movimentos parecidos com o da Revolução Francesa.