quinta-feira, 24 de abril de 2014

Capítulo 5: "A África e o tráfico negreiro"

    Aconselho a leitura completa desse capítulo. Ele é longo e tem muitas informações, mas ajudará vocês entenderem o que vou escrever sobre ele. O capítulo complemente o post. Peço isso porque não terei tempo de escrever tudo.
A escravidão sempre existiu no continente africano, logo não se trata de algo inventado pelos europeus a partir do contato travado com os africanos através da Expansão Marítima para atender aos seus interesses. O modo mais comum de fazer escravos era através dos conflitos tribais, pois os vencedores desses conflitos tinham o direito de escravizar os derrotados.

Portugueses na África
Ao longo da expansão marítima, no século XV, os portugueses estavam interessados em trocar especiarias, ouro e escravos com os africanos. Muito antes de colonizarem o Brasil, os portugueses já compravam escravos para Lisboa e para as ilhas do Atlântico, onjá havia produção de açúcar.
Os portugueses se concentraram na região Congo-Angola. Em geral, os escravos dessa região eram trazidos para o Rio de Janeiro. Por outro lado, na Bahia, os escravos eram provenientes da região onde hoje é a Nigéria.

Escravidão como negócio
Para que o comércio fosse possível era necessário que os próprio africanos e seus governantes estivessem envolvidos na atividade comercial de venda de escravos. Os cativos eram levados em caravanas ao longo de rotas comerciais no interior do território pelos próprios africanos até o litoral para depois serem embarcados para a América ou mesmo Europa. Os europeus não entraram no continente africano por desconhecimento do território e por causa das doenças. 

A venda de escravos para europeus explica, em parte, a formação dos reinos africanos, formados através dos recursos provenientes do comércio, como ouro ou mesmo dinheiro, embora fosse comum também a troca de mercadorias por escravos. Essa prática comercial era interessante para os chefes africanos porque havia interesse por parte deles de obterem produtos que no seu território indicariam distinção social e poder diante dos demais que disputassem o controle do reino. Esse relacionamento com os europeus ajudou a fortalecer os chefes e os reinos que governavam. Além disso, havia também o interesse em formar reinos na tentativa de evitar uma possível escravização que poderia atingir a todos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capítulo 4: América Inglesa

Lembrem-se que a matéria da prova são os capítulos 3, 4 e 5.

    Nesse capítulo 4 é discutida o início da ocupação de colonos vindos da Inglaterra para a América do Norte, região que se tornou os Estados Unidos a partir da sua independência em 1776. Mas antes é importante nos perguntarmos o que levou ingleses a saírem da Europa e se dirigem para a América. O que motivou essas pessoas? Por que fazer uma aposta de uma vida tão arriscada? Podemos destacar alguns fatores.

a) cercamento dos campos no século XVI.
Uma das consequências do rompimento de Henrique VIII com a Igreja Católica para a criação da religião Anglicana foi a confiscação das terras da igreja e consequentemente, a retirada de muitas pessoas que dependiam do campo. Pois, as terras foram destinadas para a produção de lã, produto importante a séculos na Inglaterra. Com isso, diversas pessoas se dirigiam para as cidades porque não havia espaço para elas no campo. No entanto, as cidades não eram capazes de absorver todos. Logo, alguns decidem ir para a América.

b) guerra civil.
Além disso, estudamos no capítulo 3 que houve uma feroz guerra civil entre os ingleses que apoiavam o parlamento e aqueles que defendiam a coroa britânica. Por causa dessa conflito político e pelas perseguições religiosas surgidas a partir da criação do anglicanismo e da entrada dos calvinistas (= puritanos).

13 Colônias
O início da colonização aconteceu apenas na costa leste do país e ao longo do litoral. No início, a ocupação foi muito incentivada por companhias de comércio e posteriormente pela própria coroa inglesa. É muito comum explicar a diferenciação entre colônias do Norte e do Sul. Para entender melhor a colonização dos Estados Unidos é muito útil, porém as oposição feitas não se sustentam quando são realizadas pesquisas históricas. Mas vamos lá.
Norte: colônia de povoamento
Sul: colônia de exploração

Norte: produção de subsistência (pequenas propriedades e de mão de obra livre)
Sul: produção para exportação feita a partir da plantation (produção monocultura, de grande propriedade e mão de obra escrava) em função do pacto colonial.

Porém, como manter esse modelo partindo da ideia que Norte e Sul eram extremamente dependentes uns dos outros. Por exemplo: muitos dos escravos utilizados no sul do país eram comprados pelo norte. Apenas como esse exemplo é possível desfazer esse modelo de explicação Sul / Norte.
Mas enfim...

Outra característica da colonização que deve ser destacada é o comércio triangular, pois vamos precisar dele quando falarmos sobre a independência dos Estados Unidos. Trata-se de um comércio interno entre as próprias colônias do Norte e do Sul e do comércio destas com as Antilhas (= América Central) e a África sem que a Inglaterra tivesse qualquer ganho com isso.

Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

Foi uma guerra que envolveu a França e Inglaterra e o que estava em jogo eram as disputas territoriais na América do Norte entre os colonos franceses e ingleses porque assim como estes, os franceses também ocuparam o norte da América, na região mais ao centro dos Estados Unidos e parte do que hoje é o Canadá. A expansão territorial das 13 colônias ocorreu, em parte, por causa da servidão por contrato, um regime de trabalho comum na ocupação americana. Os colonos viam para a América com tudo pago e trabalhavam até saldar suas dívidas com aqueles que tinha custeado a sua viagem. Ao mesmo tempo esses colonos buscavam fazer algumas economias para quando saldasse suas dívidas pudesse comprar terrenos para a agricultura. Como essa prática se tornou cada vez mais comum, a colonização foi empurrada para dentro do território.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Capítulo 3: continuação

Revolução Industrial

Onde: Inglaterra
Quando: século XVIII

A Revolução Industrial transformou o modo de produção mundial porque apesar de ter iniciado na Inglaterra, logo outros países seguiram o mesmo caminha como a França e posteriormente os Estados Unidos e a Alemanha. A produção que era apenas artesanal começa a passar por um processo industrial, mesmo que tímido. Além de transformar o modo de produzir, essa revolução mudará o modo como as pessoas consumirão os produtos e afetará as relações entre as pessoas, trazendo novos problemas para a sociedade. 
Até o século XVIII todo o processo produtivo era feito por famílias e o produto final era vendido para, em grande parte, cobrir os custos da produção. No entanto, a partir do século XVIII, as máquinas começam a fazer parte do processo de produção e, com isso, é possível produzir mais e com menos gente aumentando, assim os lucros. Na verdade, isso é muito mais um realidade do século XIX e XX, mas tudo começou no XVIII. 
A Revolução Industrial foi abastecida com ferros e carvão, duas matérias-primas em abundância no território inglês. Ferros para as máquinas; carvão para alimentá-las. Não são máquinas elétricas como conhecemos hoje, mas máquias movidas a vapor proveniente da queima do carvão. Além de ter matéria-prima, a Inglaterra contava também com uma burguesia enriquecida e disposta a fazer a fazer essas inovações e grande disponibilidade de mão de obra que acabou formou a classe a operária.

E como eram as condições de trabalho nas fábricas do XVIII? As piores possíveis.
Não existiam leis de proteção ao operário nessa época. Por isso, garantias como férias remuneradas, décimo terceiro salário, descanso remunerado, dentre vários outros aspectos simplesmente não existiam. Eram comuns a jornadas de 14 e 16 jornadas, os baixíssimos salários e os acidentes constantes. Inclusive, era muito comum o uso do trabalho feminino e infantil buscando pagar menos para as mulheres e ter menos problemas de contestação pelas crianças.


Escrevi bem pouco sobre a 2a parte do capítulo 3. Olhem o caderno também.

Capítulo 3: Revoluções na Inglaterra

70% da AV2 é só esse capítulo. Olho nele.

   No capítulo 1 e 2 estávamos discutindo o Absolutismo (concentração do poder em torno do rei) e o Iluminismo, uma corrente filosófica do século XVIII que repensa a questão de como o poder deve ser exercido pelos soberanos. Parte do capítulo 3 é uma exemplificação do que estudamos no capítulo 1. 
Jaime I, da dinastia Stuart, pretendia fortalecer os poderes dos reis (o absolutismo) e consolidar a religião criada por Henrique VIII, o Anglicanismo. 
  A sociedade inglesa estava dividida religiosa (católicos, puritanos = calvinistas e anglicanos) e politicamente, partidário do rei e partidários do fortalecimento do Parlamento.  Ao contrário do que acontecia na Europa continental, desde 1215 com a assinatura da Magna Carta, os reis ingleses tinham seus poderes de alguma forma limitado. O Parlamento existe desde essa época, mas tinha um caráter apenas de consulta  do monarca e era formado por tempo temporário. Certas atitudes, no entanto, precisavam ser discutidas no Parlamento inglês, como aumentos de impostos e declarações de guerra. Jaime I tenta passar por cima dessa tradição visando diminuir o poder do Parlamento. Porém, o efeito é o inverso. As tensões entre o rei Jaime I e o Parlamento são tão intensos e acabam com a força do monarca, forçando-o a abdicar do trono (sair do poder em favor do seu filho, Carlos I).
    Mesmo assim, as tensões continuaram aumentando até explodir uma guerra civil entre os favoráveis ao monarca (os Cavaleiros) de um lado, e os apoiadores do Parlamento do outro (os Cabeças Redondas) a partir do momento que o rei Carlos I ordenou o fim do Parlamento (1649) por não atender seu pedido de novos recursos para os conflitos na Escócia. Esses dois grupos se enfrentavam pelas ruas de Londres aumentando o número de mortos nesse conflito político. No fim dessa guerra civil o rei Carlos I foi capturado e decapitado. Com isso, tem início o breve período republicano na Inglaterra chefiado por Oliver Cromwell.

1651: Ato de Navegação. 
Foi um documento elaborado na época da República ainda sobre liderança de Cromwell. Segundo essa ato, todo o comércio feito com a Inglaterra deveria ser transportado em navios ingleses. Isso ajudou muito no desenvolvimento da marinha inglesa, tornando-a a mais poderosas nas águas no século seguinte.

Não pensem que a questão política foi resolvida com a decapitação do rei e a criação da república. As opiniões ainda eram muito radicais em consequência da guerra civil travada poucos anos antes e para tentar controlar a situação Cromwell governou de modo muito autoritário, decretando inclusive o fechamento do Parlamento em 1653. Mais uma vez os ânimos se exaltaram e a república na Inglaterra não durou muito tempo para chegar ao fim após a morte de Cromwell. 

1669: fim da república e volta da monarquia com Carlos II da dinastia Stuart.

Revolução Gloriosa
     Se antes o problema era o autoritarismo de Cromwell agora com o retorno da monarquia o problema volta a ser as pretensões absolutista de Carlos II e depois de Jaime II. Além disso, ambos os reis eram católicos e pouco simpáticos ao anglicanismo. Apesar de tudo, não havia muito interesse em nenhum dos dois lados em outra guerra civil  travada pouco anos antes. Outro conflito daqueles traria desgastes econômicos, políticos e sociais. Esperava-se também que a questão religiosa seria resolvida com a passagem do trono de Jaime II para sua filha protestante Maria Stuart. Porém, o rei teve mais filho e a sucessão deixaria de ser Maria e passaria para seu novo herdeiro...católico.
     Para manter a linha de sucessão Guilherme de Orange (da Holanda) e sua mulher Maria Stuart tomam o poder de Jaime II. Nessa época é assinado também a Declaração de Direitos (Bill of Rights). De acordo com esse documento, o Parlamento estabelece limites claro e definidos para autoridade dos reis ingleses e acaba de vez com as pretensões absolutistas porque o sistema de poder passa a ser a monarquia parlamentarista. Isso quer dizer que os reis continuam existindo, mas quem decide os assuntos do país é o Parlamento.

continua...