Aconselho a leitura completa desse capítulo. Ele é longo e tem muitas informações, mas ajudará vocês entenderem o que vou escrever sobre ele. O capítulo complemente o post. Peço isso porque não terei tempo de escrever tudo.
A escravidão sempre existiu no continente africano, logo não se trata de algo inventado pelos europeus a partir do contato travado com os africanos através da Expansão Marítima para atender aos seus interesses. O modo mais comum de fazer escravos era através dos conflitos tribais, pois os vencedores desses conflitos tinham o direito de escravizar os derrotados.
Portugueses na África
Ao longo da expansão marítima, no século XV, os portugueses estavam interessados em trocar especiarias, ouro e escravos com os africanos. Muito antes de colonizarem o Brasil, os portugueses já compravam escravos para Lisboa e para as ilhas do Atlântico, onjá havia produção de açúcar.
Os portugueses se concentraram na região Congo-Angola. Em geral, os escravos dessa região eram trazidos para o Rio de Janeiro. Por outro lado, na Bahia, os escravos eram provenientes da região onde hoje é a Nigéria.
Escravidão como negócio
Para que o comércio fosse possível era necessário que os próprio africanos e seus governantes estivessem envolvidos na atividade comercial de venda de escravos. Os cativos eram levados em caravanas ao longo de rotas comerciais no interior do território pelos próprios africanos até o litoral para depois serem embarcados para a América ou mesmo Europa. Os europeus não entraram no continente africano por desconhecimento do território e por causa das doenças.
A venda de escravos para europeus explica, em parte, a formação dos reinos africanos, formados através dos recursos provenientes do comércio, como ouro ou mesmo dinheiro, embora fosse comum também a troca de mercadorias por escravos. Essa prática comercial era interessante para os chefes africanos porque havia interesse por parte deles de obterem produtos que no seu território indicariam distinção social e poder diante dos demais que disputassem o controle do reino. Esse relacionamento com os europeus ajudou a fortalecer os chefes e os reinos que governavam. Além disso, havia também o interesse em formar reinos na tentativa de evitar uma possível escravização que poderia atingir a todos.