Esse é pra fechar o conteúdo, hein.
Bora!
Queridos alunos,
a nossa história tomou um rumo diferente a partir da Revolução Liberal do Porto (em Portugal) no ano 1820. A ideia desse movimento para Portugal era criar uma monarquia constitucional e, com isso, reduzir os poderes do rei. Por outro lado, para o Brasil, o objetivo desse movimento era torná-lo novamente uma colônia e restabelecer o pacto colonial. Em outras palavras, desfazer a elevação de colônia para reino que vimos e fechar os portos novamente.
Ocorreram debates intensos entre portugueses e brasileiros nas Cortes, em Portugal, para decidir o futuro dos portugueses, assim como do Brasil. Essa disputa se estenderia até a convocação de retorno para Portugal do regente d. Pedro e, assim, possibilitar o projeto de recolonização do Brasil. Diante dessa exigência e motivados pelos ganhos obtidos a partir da abertura dos portos, a elite colonial brasileira se mobilizou para pedir a permanência de d. Pedro. Essa organização deu origem ao que ficou conhecido como o Dia do Fico e pouco tempo depois o regente adotou uma série de medidas que beneficiavam o Brasil como a expulsão das tropas portuguesas, a exigência de aprovação regencial de decretos vindos da corte (o Cumpra-se), assim como a convocação de uma Assembleia Constitucional Nacional.
Quando a notícia chegou em Portugal as Cortes reforçaram a exigência de retorno de d. Pedro e anulação de todas as medidas dele. As novas ordens portuguesas chegaram ao Brasil em setembro e foram recebidas por d. Pedro em 7 de setembro de 1822. Ao recebê-las, o regente declara a separação de Brasil e Portugal.
Lembrem-se que isso não foi um processo pacífico e foram registrados vários conflitos entre aqueles que apoiavam a separação com Portugal e os contrários ao rompimento de laços. Esses confrontos ficaram conhecidos na História do Brasil como "Guerras de Independência".
Após esses confrontos, com vitória para a separação política de Portugal, era necessário elaborar uma Constituição para a nova nação da América.
A primeira Constituição foi redigida em 1823, mas não foi aceita por d. Pedro por limitar os seus poderes. Por isso, o texto foi desconsiderado, a Assembleia Constituinte foi fechada e uma nova redação do texto foi feita. Em 1824, foi outorgada (imposta) a primeira Constituição do país. Ela estabelecia eleições indiretas, criava o voto censitário e divida os poderes em três, mas com uma novidade. Criou-se o poder Moderador de uso exclusivo do imperador e que concedia o direito de intervenção em todos os demais poderes...(legislativo, executivo e judiciário, só pra lembrar! : P)
O fato da Constituição ter sido imposta criou a primeira desavença entre o Imperador d. Pedro I e parte das elites locais que desejavam ter maior liberdade de decisão e ter menor interferência das decisões e vontades do Rio de Janeiro. Esse descontentamento deu origem à Confederação do Equador que rejeitou a posição de d. Pedro I de anular a Constituição e os estados de Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí declararam-se separados do Brasil. Em pouco tempo, o movimento foi duramente reprimido pelas tropas brasileiras.
Pouco tempo depois o Brasil envolveu-se na Guerra da Cisplatina (1825) contra o Uruguai que lutava pela sua independência. Este conflito reverteu-se em altos gastos para o Império. No cenário daquele momento desenhava-se um crise econômica por causa dos gastos de guerra e um governo considerado autoritário e centralizar por certos setores da elite. Vemos, então, um gradual tensionamento político entre o Imperador e a população.
Adicione-se a isso a questão de sucessão em Portugal. Com a morte de d. João VI abriu-se a disputa por quem ocuparia o trono português e se obedecesse às sucessões dinásticas, seria ocupado por d. Pedro, o Imperador do Brasil. Porém, a grande questão é que nossa independência era muito recente e a possibilidade de nova união com Portugal era grande. Logo, o envolvimento do imperador com a questão de sucessão, assim como seus fortes relacionamentos com portugueses, tornou-se mais um motivo de distanciamento entre ele e a elite.
O auge do tensionamento político ocorreria em abril de 1831 quando houve o enfrentamento da população nas ruas do Rio de Janeiro entre aqueles que exigiam a abdicação do imperador e os favoráveis a continuação de seu reinado.
Em 7 de abril de 1831 d. Pedro I anuncia sua abdicação em favor de seu filho, d. Pedro II. No entanto, o novo imperador era extremamente jovem e contava com apenas 5 anos. Por isso, teve início na História do Brasil o período da Regência.
Até breve!