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Lembrem que é toda a Unidade 6, beleza?
Nesse capítulo veremos as consequências da industrialização e o surgimento de ideias preocupadas em refletir sobre as questões sociais surgidas em função do forte desenvolvimento industrial.
E quais foram as consequências da industrialização?
- A forte adoção do liberalismo econômico, ou seja, a liberdade de comércio e de produção sem intervenção do Estado em assuntos econômicos.
- A crescente utilização de máquinas na agricultura (mecanização) e a consequente liberação de mão de obra do campo para a cidade, provocando o que conhecemos como êxodo rural. Muitas dessas pessoas seriam utilizadas como força de trabalho das fábricas.
- forte crescimento das cidades: pouco preparadas para receber a enorme quantidade de pessoas proveniente do campo
- pouca interferência do Estado na relação entre empregadores e empregados, facilitando a existência das enormes jornadas de trabalho, baixos salários e condições insalubres.
Devemos lembrar também que diante desse contexto os trabalhadores se organizaram em um movimento denominado de cartista por causa de suas condições de vida e trabalho. Por exemplo, a decretação de greves e a formação de sindicatos eram proibidas por lei. Além disso, os trabalhadores não tinham direito de voto. Logo, como a participação deles era restringida no meio político, as reivindicações e organizações dos trabalhadores por melhorias no trabalho teriam que acontecer fora do espaço político. Durante as décadas de 1820 e 1830 o movimento cartista realizou uma série de reivindicações ao Parlamento britânico e conseguiu algumas vitórias como a revogação (anulação) de leis que impedia a organização dos trabalhadores e também a proibição do trabalho feminino e infantil nas minas e a restrição de 8h de trabalho para as crianças.
Esse é o momento da Segunda Revolução Industrial. Esse fato histórico está ocorrendo ao mesmo tempo em diversos países, como a Alemanha, a Bélgica, os Estados Unidos, a Holanda, dentre outros. Nessa etapa da revolução surgiram novas formas de energia: o petróleo e a eletricidade. Agora as máquinas são movidas não mais por carvão, são utilizados derivados do combustível fóssil e a energia elétrica. Ao longo do XIX surgiram várias invenções que mudariam a produção e o cotidiano das pessoas, como a criação das ferrovias, a conversão do ferro em aço, a invenção do telégrafo e do telefone.
O crescimento industrial era notável, assim como a concorrência entre elas. Por isso a livre concorrência e livre mercado deu lugar à concentração de capital e monopolização de mercados através dos oligopólios. Este fenômeno econômico acontece da seguinte maneira: um número reduzido de empresas oferecem uma grande quantidade de serviços e produtos para uma grande massa de consumidores. E qual o objetivo disso? Controlar a oferta de mercadorias, assim como os preços e, consequentemente limitar a concorrência entre as empresas vendedoras. (Vejam o livro página 160)
Esse é o momento da Segunda Revolução Industrial. Esse fato histórico está ocorrendo ao mesmo tempo em diversos países, como a Alemanha, a Bélgica, os Estados Unidos, a Holanda, dentre outros. Nessa etapa da revolução surgiram novas formas de energia: o petróleo e a eletricidade. Agora as máquinas são movidas não mais por carvão, são utilizados derivados do combustível fóssil e a energia elétrica. Ao longo do XIX surgiram várias invenções que mudariam a produção e o cotidiano das pessoas, como a criação das ferrovias, a conversão do ferro em aço, a invenção do telégrafo e do telefone.
O crescimento industrial era notável, assim como a concorrência entre elas. Por isso a livre concorrência e livre mercado deu lugar à concentração de capital e monopolização de mercados através dos oligopólios. Este fenômeno econômico acontece da seguinte maneira: um número reduzido de empresas oferecem uma grande quantidade de serviços e produtos para uma grande massa de consumidores. E qual o objetivo disso? Controlar a oferta de mercadorias, assim como os preços e, consequentemente limitar a concorrência entre as empresas vendedoras. (Vejam o livro página 160)
Os pensadores sociais
No ambiente de forte liberalismo surgiram pensadores que buscavam realizar a distribuição de riqueza e criar sociedades igualitárias. Dois deles foram Friedrich Engels e Karl Marx. Ambos eram estudiosos das relações de trabalho existente no capitalismo industrial e elaboraram um teoria que visava a superação do capitalismo, ou seja, a substituição do capitalismo pelo socialismo científico. Na teoria desenvolvida por ambos existe necessariamente uma luta de classes na sociedade e, no caso que estamos estudando, falamos de uma luta entre burgueses, que detém os meios de produção, e os proletários que vendem a sua força de trabalho. Além disso, os dois pensadores propunham, através do socialismo, o fim da propriedade privada e dos meios de produção.
O anarquismo também surgirá uma alternativa ao pensamento liberal e como um meio de eliminar as desigualdades. Os anarquistas propõe o fim do Estado, de toda autoridade que exista e o fim da propriedade privada, sugerindo em seu lugar, o autogoverno e a livre associação produtiva.
Mas não foram apenas estes os movimentos que existiram.
Em meados do século XIX as mulheres começam a se organizar exigindo o direito de voto. Esse movimento, iniciado nos Estados Unidos e estendendo-se por vários países, inclusive o Brasil, ficou conhecido como sufragistas e se estendeu por parte do século XX.
Lembrem-se que a sociedade esperava que a mulher se dedicasse apenas aos assuntos domésticos como cuidar da casa e dos filhos enquanto os homens cuidavam dos assuntos públicos, como a política.
continua...