Nesse capítulo estudamos a formação territorial dos Estados Unidos e a posterior política aplicada por esse país em relação aos países vizinhos.
A ocupação dos EUA para o Oeste ficou conhecida como Marcha para o oeste e é definida como uma expansão
territorial que ganhou força a partir de 1848, ao mesmo tempo da descoberta de ouro na Califórnia, estado do extremo oeste dos EUA.
Crescimento
demográfico: Com
o aumento populacional nos EUA
foi criado em 1862 a Lei do Povoamento
que concedia por 10 dólares um lote de terra a quem quisesse cultiva-la, mas a
lei só valia para os novos territórios ocupados. (Vejam o mapa da página 226)
Destino
Manifesto: Foi um pensamento usado pelos colonos para justificar o
expansionismo territorial e para impor a civilização aos ditos selvagens, os indígenas.
Ao mesmo tempo da expansão territorial os EUA viviam uma grande diferença entre os estados do Norte e do Sul que existia desde os tempos de colônia, em parte do século XVIII e no século XVII.
Norte
e Sul: O
norte defendia a pequena propriedade agrícola e a produção variada contra a
escravidão e tenha uma indústria em ascensão. O sul é totalmente o oposto do norte,
era escravista, defendia a grande propriedade de monocultora, exportava
matéria-prima para o mercado externo e para as indústrias do norte.
A tensão entre o Norte e o Sul aumentaram mais ainda quando o assunto era o trabalho escravo.
A
polêmica escravista: Na região do sul e do norte os negros
não tinham participação em nada, além de sofrer grande descriminação
principalmente no sul, onde a escravidão era permitida. O sul desejava estender
a escravidão para os novos territórios, enquanto o norte desejava ampliar o mercado
consumidor de seus produtos, e defendia o trabalho livre e assalariado.
A Guerra de Secessão (1861-1865): Quando
Abraham Lincoln venceu as eleições presidenciais de 1860 alarmou os
sulistas, pois ele vera visto como um
abolicionista, o que acabou sendo um pretexto para os estados do sul se
declarem separados do resto EUA. A abolição
da escravidão foi anunciada em 1863 pelo então presidente o que estimulou a fuga
de escravos, fragilizando ainda mais a economia sulista por ser mais dependente do trabalho escravo. Após a guerra
a industrialização do norte tomou mais forte impulso.
Imperialismo
norte-americano: A ideia do imperialismo é que uma potência consegue impor e fortalecer seus interesses sobre outros países.
Na década de XIX, os
Estados Unidos já despontavam como uma promissora potência econômica, comercial
e política. Nesse contexto alguns
setores da sociedade norte-americana passaram a defender a necessidade de estreitar as relações diplomáticas e
comerciais com os demais países da América Latina.
Primeira Conferência Panamericana (1889): O
objetivo era ampliar sua influência e o comércio com os países latinos, a
proposta foi rejeitada pelos demais participantes, entre eles o Brasil. O
insucesso diplomático não fez com que o país freasse seus interesses, e neste
mesmo ano os Estados Unidos colocaram em ação sua política imperialista, intervindo militarmente em Cuba.
Caso
de Cuba: Cuba
ainda se mantinha como colônia da Espanha, produzindo açúcar e tabaco no final
do século XIX. (1868-1878). A colônia
havia passado por sua primeira guerra de independência, a Guerra dos Dez Anos. Frustrados
em sua primeira tentativa os cubanos iniciaram uma nova revolta contra o
domínio espanhol em 1895. Os
norte-americanos interessados nos produtos produzido na ilha (açúcar, tabaco e minério de ferro) investiram na guerra, conhecida
como Guerra Hispano-Americana, em apoio à Cuba contra a Espanha. Os cubanos saíram vitoriosos e em contrapartida os norte-americanos impuseram
um trato. A Espanha reconhecia a independência da Cuba e transformava Porto
Rico e Filipinas em colônias norte-americanas. Cuba foi ocupada por tropas
norte-americanas que assumiram provisoriamente o poder.
Emenda
platt: A emenda é produto desse mesmo contexto de apoio dos EUA à independência cubana.
Por definição, foi
um dispositivo que a previa ajuda militar norte-americana para garantir a
independência da ilha em troca de privilégios comerciais, além de prever
direito de instalação de bases navais norte-americanos na ilha. As
tropas norte-americanas só se retiram de cuba depois das eleições (1903).
Canal de Panamá: O canal de Panamá
seria um canal artificial que ligaria os
oceanos Atlântico e Pacífico.
Seu
objetivo era encurtar as viagens marítimas, trazer renda em virtude das taxas
cobradas pela travessia. No entanto vieram diversos problemas, chuvas,
desmoronamento e doenças tropicais levaram a empresa francesa encarregada não concluir as
obras. As atividades seriam retomadas pelos EUA com a imposição de condições ao governo colombiano que detinha o território do Panamá, como essas condições não foram aceitas, os norte-americanos incentivaram a independência do Panamá e concluem a construção do canal que ficaria sob domínio dos EUA até os anos de 1990.
Big
Stick: Em
1903 o presidente norte-americano Theodore Roosevelt propôs uma nova
interpretação da chamada Doutrina Monroe conhecida como a ”Americanos para os norte-americanos”. Em substituição, o chefe de estado anunciou a politica Big Stick. (“grande porrete”) que impunha o controle
agressivo e intervencionais aos países latino-americanos. Em decorrência disso, os EUA intervieram na política interna de vários países no início do século XX e participação da derrubada de vários governos.
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