sábado, 28 de março de 2015

Unidade 1 - capítulo 1 - Iluminismo

Olá turma
Demorou mas chegou o primeiro post de vocês.
Lembrem-se que o conteúdo da prova é a Unidade 1 (capítulos 1 e 2) e a Unidade 2 (capítulo 1)
Esse é sobre Iluminismo (capítulo 1)
Vamos lá!

Antes de chegar lá, lembra que as aulas sobre esse tema começaram com o mesmo assunto? O Antigo Regime. Conforme estudamos, vimos que o movimento filosófico iluminismo era extremamente crítico ao Antigo Regime sustentado por uma monarquia absolutista e pela sociedade estamental. Por um lado, os poderes eram concentrados em um rei e justificados por um direito divino, por outro, a sociedade era dividida em Estados, o Primeiro, Segundo e Terceiro Estado. (Depois de estudar Revolução Francesa todos tem que saber quais são esses estados :P)

A reação contra o Absolutismo
Novas ideias políticas começam a surgir ainda no século XVII, na Inglaterra. Lembra do John Lennon? Quer dizer, John Locke!!! O filósofo inglês escreverá ideias que tornaram-se críticas ao tipo de governo que existia. Para começar havia o questionamento ao direito divino dos reis. Defenderia ainda, que os homens nascem livres e iguais - aqui ele fez referência aos Estados, cada pessoa pertencia a um estado e de acordo com o seu nascimento. Considerava que cabe ao governo garantir os direitos das pessoas e, por fim, (e mais difícil) o poder político é legítimo (sinônimo: verdadeiro ou justo) quando for um reflexo da vontade popular. Ou seja, quando esse poder reflete o poder e o desejo do povo. (Talvez o box da página 15, sobre o Locke, nos ajude a entender isso melhor. Releiam-o porque precisaremos dele na prova!)

É importante lembrar que Locke produziu seus escritos também dentro de um contexto revolucionário dentro da própria Inglaterra, conhecida como Revolução Gloriosa (1688). Trata-se de uma espécie de Revolução Francesa, mas para os ingleses e que ocorreu praticamente 100 anos antes do movimento que mudou o mundo. A revolução dos ingleses retirou totalmente o poder do rei inglês e ampliou os poderes do Parlamento britânico. Além disso, houve a Declaração de Direitos (1689) que garantia uma série de liberdades aos cidadãos.

E por que falar do Locke, um inglês e ainda por cima no século XVII se o Iluminismo que estudamos é um movimento francês do século XVIII? ???
Bem, a influência de John Locke é mais do que evidente nos escritos dos filósofos franceses. Chegaremos lá

A filosofia das Luzes
O Iluminismo ou a Ilustração é movimento que reúne filósofos do século XVIII com alguns pensamentos em comum. Antes de tudo são pessoas que, através da razão, tentam defender a tolerância e, para alguns, a igualdade. Alguns pensadores defenderão também a igualdade jurídica (ou seja, ser julgado pelas mesmas leis), a liberdade de expressão (muitos livros dos iluministas não tinha permissão para circular por causa da censura), a defesa da propriedade e, novamente, a tolerância religiosa.

Mas, afinal, que são eles?

Os filósofos iluministas
Existem outros, mas estudamos apenas três: Jean Jacques Rousseau, Montesquieu e Voltaire.

Rousseau (1712-1778) nasceu em Genebra, na Suíça. Um dos seus livros mais conhecidos é Do Contrato Social (1762) e é nessa obra que o autor defende a ideia de que o governo deve representar a vontade da maioria da população e não, o interesse de alguns.
Para ele, a sociedade deve buscar a igualdade e o soberano deve governar de acordo com a vontade geral e zelar pelo bem comum; pelo bem de todos. Apesar de acreditar na democracia por considerá-la como o único modelo de governo que fosse capaz de sobrepor a vontade de todos, (a vontade da maioria) aos interesses individuais de cada um, Rousseau defendia também que os indivíduos deveriam participar ativamente das questões de governo. Para ele, a democracia representativa não funcionava porque, na sua opinião, não havia soberania, não havia, de fato, a representação da vontade da população através de representantes
(De modo geral, inúmeros países vivem hoje em um regime democrático representativo, ou seja, a população elege seus representantes para governarem por nós e pelos nossos interesses....pelo menos na teoria. Os governantes representam o povo).

Montesquieu (1689-1755) escreveu o Espírito das Leis (1748). Nessa obra encontramos a defesa da divisão dos poderes políticos com o objetivo de evitar abusos por parte de cada um e não concentrar poderes em apenas uma pessoa. Assim, nasce a defesa da divisão do poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário (esse aqui todo mundo deve saber...)

Voltaire
Responsável pelo Tratado sobre a tolerância (1763). Foi um defensor da liberdade de pensamento e da tolerância. É interessante destacar que Voltaire não era contra a existência de monarquias, porém ele era contrário a governos arbitrários e defendia, na verdade, que os governos deveriam ser guiados pela razão. Esse pensador foi um crítico dos privilégios da Igreja e da nobreza e questionava o direito divino dos reis e defendia a participação dos esclarecidos no governo. (Quem seriam os esclarecidos? Percebe que está claro que não é uma participação de todas as pessoas? Percebe como foi possível uma "Declaração do Homem e do Cidadão"?)

A difusão das ideias iluministas
Conforme falei na última aula, mais da metade da população francesa sabia ler e, bem ou mal, as ideias iluministas circulavam por todos os grupos sociais franceses. Contudo, devemos lembrar que a Enciclopédia, organizada por D'Alembert e Diderot, foi uma iniciativa para reunir todo o conhecimento produzido pelos iluministas, assim como todo o conhecimento produzido até então. A primeira publicação data de 1751 e causou grande repercussão, pois tornou-se rapidamente um livro criticado e proibido.

O liberalismo
O liberalismo é um produto das ideias iluministas e podemos dividi-lo em liberalismo político e liberalismo econômico.
O liberalismo políticos nós já estudamos. São as ideias de igualdade e liberdade. E o econômico? Teremos, então, de lembrar do inglês Adam Smith e seu livro A Riqueza das Nações (1776). Se os filósofos fazem a crítica ao Antigo Regime pelo lado político, Smith fará a crítica pelo lado econômico. Para ele a economia deveria viver na livre concorrência e não na tentativa de criar Pactos Coloniais ou na concessão de monopólios para poucos, ou seja, o comércio deveria ser livre e sem obstáculos criados pelo Governo. Logo, deveria valer apenas a lei da oferta e da procura. E o que isto quer dizer? Os preços dos artigos devem ser estabelecidos pela quantidade de produtos disponíveis e pela quantidade de pessoas interessadas e a livre concorrência levaria à redução dos preços.

Despotismo esclarecido
A partir do momento que as ideias iluministas ganham cada vez mais força e circulam por praticamente toda a Europa, os monarcas passam a realizar mudanças nos seus governos mas com o objetivo de manter o seu poder. Como assim? O monarca adota algumas ideias iluministas. (Afinal, as ideias do Iluminismo entram em confronto direto com o Antigo Regime!). Os reis fazem modernizações nos Estados (países) sem reduzir o seu poder e sem permitir a ampla participação da população.

caso de Portugal
Portugal foi um caso conhecido de despotismo feita pelo Marquês de Pombal, no reinado de d. José I (1750-1777). Por exemplo, Pombal retirou dos nobres e clero alguns privilégios e reformulou a educação, expulsando os jesuítas e tornando-a uma obrigação do governo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário