segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Independência do Brasil e Primeiro Reinado (Caderno)

Turma,
copiem isso para o caderno, por favor. Lembrem que conta ponto no trabalho bimestral.


Revolução Liberal do Porto (1820): movimento ocorrido em Portugal, na cidade do Porto, 

- Crise política: porque Portugal era governado por ingleses. O rei, D. João VI encontrava-se no Brasil.
- Crise econômica: o fim do pacto colonial a partir da abertura dos portos brasileiros trouxe problemas para Portugal, pois o mercado brasileiro foi aberto para outros produtos.

"Movimento liberal para Portugal e conservador para o Brasil":
liberal para o Portugal porque exigia o retorno do rei e a formação de uma Constituição para limitar os seus poderes. Conservadora para o Brasil porque defendia a sua recolonização. Em 1808, os portos brasileiros são abertos para outros países e em 1815, o Brasil deixa de ser colônia e torna-se um reino.

- formação das Cortes, em Portugal, para discutir a Constituição e a situação do Brasil. Foram elaboradas as seguintes medidas
   subordinar as regiões do Brasil à Lisboa e não ao Rio de Janeiro
  tentativa de anular os Tratados de 1810 com a Inglaterra (os tratados que estabeleciam a abertura dos portos)
    retorno de órgãos de administração para Portugal

Formação de "partidos
"partido português": representavam setores do comércio e militares
"partido brasileiro": representavam setores dos proprietários rurais, comerciantes e alguns funcionários da monarquia.
"liberais radicais": defendiam a independência, a formação da República e o fim da escravidão.

Podemos afirmar que a decisão de fazer parte um "partido" ou outro dependia dos ganhos obtidos ou não através das mudanças com a vinda da Corte para o Brasil.

Com o retorno de d. João IV para Portugal, quem passou a governar o reino do Brasil, foi seu filho, d. Pedro. A pressão das Cortes pedindo o retorno do príncipe era imensa para possibilitar a recolonização, por isso, d. Pedro declara a sua permanência do Brasil.

- Convocação da Assembleia Constituinte no Brasil

- nova exigência de retorno de d. Pedro para Portugal
- anulação dos poderes de d. Pedro pelas Cortes
- D. Pedro declara a independência em 7 de setembro de 1822.

Resistência à separação
- guerras contra a independência entre brasileiros e portugueses: regiões do nordeste e norte não aderiram ao movimento de separação. Provocando conflitos no início de 1823.
- indenização paga para Portugal para reconhecer o Brasil independente

Constituição de 1824

- estabelecia a divisão dos três poderes e a criação do Poder Moderador
- adotava o governo monárquico, hereditário e constitucional
- criava a Câmara dos Deputados e o Senado
- estabelecimento do voto censitário
- formação do Conselho de Estado

Confederação do Equador (1824)
- revolta iniciada pela substituição do presidente de província de Pernambuco pelo imperador d. Pedro I.
- adesão de RN, CE, PE, PB, PI e PA
- a revolta foi uma reação à centralização política do imperador
- defendiam a autonomia da província, a criação de uma república e a adoção do federalismo
- reprimidas pelas tropas imperiais

Primeiro Reinado (1824-1831)
Guerra da Cisplatina (Uruguai)
- provoca aumento dos gastos militares
- o recrutamento para fazer parte do Exército é forçado
- portugueses no topo da hierarquia incomodava os oficiais brasileiros

- problemas econômicos: baixa no preço dos produtos agrícolas vendidos pelo Brasil (algodão e café)
- sucessão em Portugal (1826): morre D. João VI. Possibilidade de nova união com Portugal?
- sentimento antilusitano

- conflito entre portugueses e brasileiros no Rio de Janeiro: "A noite das Garrafadas"
- Abdicação do trono de 7 de abril de 1831

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Capítulo 12 - "Brasil: de Colônia a Império"

Fala turma,
esse post é para a AV2.
Nessa prova teremos o capítulo 12 e 13, mas farei apenas UM post para esses 2 capítulos. Peguei tudo de mais importante deles e reduzi em uma publicação só. Por isso, se alguém por acaso pegar o livro achará algumas informações no cap. 13 e não no 12. O cap. 12 é o mais importante.

Bom, começando.

     O assunto que estudamos nas últimas aulas foi a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Essa mudança ocorre no contexto das invasões napoleônicas sobre as monarquias absolutistas, dentre elas Portugal porque este reino apresentou certa resistência em aceitar o Bloqueio Continental imposto por Napoleão. Devido a demora do príncipe regente D. João VI em se posicionar entre a Inglaterra e a França, o imperador francês marcha sobre Portugal, fato este que provoca a vinda da Família Real portuguesa para o Brasil com o apoio da Inglaterra. Com isso, o Brasil, então uma colônia, para a ser o centro político do que restava do Império português.

     Assim que chegou ao Brasil, em 1808, D. João VI decreta a abertura dos portos para as nações amigas (leia-se Inglaterra). Isso quer dizer que a colônia agora tem liberdade para comercializar com outros países e não apenas com Portugal. Logo, é possível dizer que o pacto colonial deixava de existir.
    Em 1810, é assinado o Tratado de Aliança e Comércio entre Portugal e a Inglaterra que estabelecia diferentes taxas alfandegárias para produtos importados. É nesse contexto também que a Inglaterra começa a pressionar o Brasil e Portugal para dar fim ao tráfico de escravos. Assunto que se arrastaria por mais 40 anos.
     Além disso, D. João VI revoga (anula) o Alvará de 1785. Esse alvará estabelecia a proibição da criação de manufaturas na colônia. Portanto, D. João libera a produção colonial. Porém, a medida encontra resistência porque os produtos ingleses faziam forte concorrência aos manufaturados brasileiros. Essa e outras medidas tinham por objetivo modernizar a colônia para melhor atender a família real.
Podemos destacar também:
- a criação da Academia Militar
- a criação das Faculdades de Direito e Medicina
Ambas preocupadas com a formação de pessoas. Apesar de muitos funcionários do reino Português virem com a Família Real era preciso formar alguns colonos nesses assuntos para suprir faltas de profissionais
- a criação do Banco do Brasil
- a criação da Academia de Belas Artes: o objetivo era desenvolver a vida cultural da sede da colônia.
- Museu Nacional. Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão e também serviu de residência para a Família real.
- Real Biblioteca: a coleção de livros que deu origem a essa biblioteca se transformou hoje no acervo da Biblioteca Nacional, localizada no Centro do Rio de Janeiro.
- Imprensa Régia: é criado o primeiro jornal na colônia, A Gazeta do Rio de Janeiro e noticiava assuntos do governo.

Porém as mudanças não param por aí.
1815: Brasil torna-se reino unido à Portugal e Algarves.
Trata-se de uma importante decisão política tomada por D. João VI. Com essa medida, o Brasil deixava de ser uma colônia e tornava-se um reino, ou seja, o Brasil passa a ter o mesmo status que Portugal. Essa decisão tem influências do contexto europeu porque em 1815, no Congresso de Viena, ficou estabelecido que, pelo princípio da legitimidade, as antigas monarquias depostas por Napoleão deveriam retornar ao trono. Porém, a sede reconhecida pelos monarcas era Lisboa, e não o Rio de Janeiro. Por isso, D. João VI decide tornar o Brasil um reino, para ter mais voz no Congresso.

Entre 1816 e 1817 esteve presente no Brasil a Missão Artística Francesa. A Corte portuguesa patrocinou a vinda de alguns artistas franceses para representar o cotidiano da corte e da colônia no Brasil.

Revolução Pernambucana (1817)
Essa revolta se iniciou em Pernambuco, mas acabou se espalhando para Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Influenciados pelas ideias do Iluminismo, como igualdade de direitos e certa liberdade religiosa, os revoltosos pretendiam se separar do Brasil e criar uma República. Eles criticavam também os aumentos de impostos para custear o conflito envolvendo o Brasil e o Uruguai (naquela época chamado de Cisplatina) em uma região (o Nordeste) que passava por dificuldades econômicas porque o algodão e o açúcar encontravam-se em decadência. 
Embora esse levante tenha se espalhado por outros estados, a sua duração foi curta. Apenas 3 meses após o início da repressão das tropas portuguesas e brasileiras.

domingo, 24 de agosto de 2014

Capítulo 11: "A crise do sistema colonial no Brasil"

Turma,
esse post fecha o conteúdo para a AVI.
Cap. 10 - A independência da América Latina
Cap. 11 - A crise do sistema colonial no Brasil

O primeiro aspecto que destaquei foi o "Despotismo esclarecido". 
Despotismo esclarecido marca a entrada de ideias Iluministas em algumas monarquias absolutistas. No caso de Portugal, isso ocorreu no reinado de D. José I (1750-1777) através de uma série de medidas tomadas pelo marquês de Pombal, um dos protegidos do rei português. O objetivo dessas medidas era empreender reformas que modernizassem o reino. 
Algumas dessas medidas:

Política Indigenista = uma das principais medidas de Pombal
Diretório dos Índios: são medidas adotadas para absorver os índios no que os portugueses consideravam a civilização.
- substitui a Língua Geral pelo português (a Língua Geral era baseada na língua Tupi)
- transformar as aldeias em vilas governadas por português.
- permitir e incentivar o casamento entre colonos e indígenas.
- estímulo ao abandono dos costumes indígenas pelos costumes portugueses.


- criação do Erário Régio = criação de um banco do reino.
- criação da Imprensa Régia = criação da imprensa para livros e jornais.
- fim da diferenciação de "cristãos-velhos" e "cristãos novos". 
       essa diferenciação existia desde o século XV, quando o judeus foram obrigados a se converterem ao catolicismo. Esses novos convertidos receberam o nome de "cristãos novos".
- expulsão dos jesuítas do Brasil e colônias portuguesas
- o Tribunal da Inquisição foi convertido em tribunal régio (do rei)
- o ensino tornou-se laico (= sem defender ou incentivar qualquer religião)
- transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro

E para o Brasil?

O Brasil nesse momento vivia o ciclo econômico da mineração que já entrava em decadência.
Surgem impostos como as 100 @ sobre a mineração e em caso de não atingir essa quantia, seria decretada a derrama = confisco dos bens dos produtores.
É por causa de uma iminente decretação da derrama que eclode a Conjuração Mineira.

Conjuração Mineira (1789)
É um movimento pensado e comandado pela elite local, queriam se separar de Portugal e a criar uma república. Isso seria feito pela eliminação do governador local.
Esse movimento foi influenciado pela Independência dos Estados Unidos e pelas ideias Iluministas.
Não houve êxito porque um dos conspiradores delatou o movimento.
Vocês verão em muitos lugares que o pobre Tiradentes sofreu castigos mais severos. Porém, recentemente uma nova visão da História defende que ele também tinha posses.

Resumo em tópicos
- movimento pensado pela elite colonial da região
- influências: Independência dos Estados Unidos e do Iluminismo
- Separar de Portugal
- implantar um governo republicano
- discute sobre a abolição da escravidão, mas não é uma reivindicação do grupo.
- Tiradentes sofreu um castigo exemplar para que outros colonos não conspirassem contra o rei. Ao contrário da explicação comum, Tiradentes era uma pessoa de posses.

Conjuração Baiana (1798)
Ao contrário da Conjuração Mineira esse movimento é marcado pela forte participação popular e possuía fortes influências da Independência dos EUA, a Revolução Francesa e a Independência do Haiti. Também tinham o desejo de se separar de Portugal e adotar a República e, além disso, abolir a escravidão.

Resumo em tópicos
- movimento pensado pela população (por isso participação popular) - como libertos (ex-escravos), escravos e pessoas comuns.
- Influências: Independência dos Estados Unidos e do Haiti e Revolução Francesa
- Separar de Portugal
- Adotar a República
- abolir a escravidão

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Capítulo 10 - Independência da América (caderno)

Turma,
essas são os slides para o caderno.

Independência da América Espanhola
Século XIX

Por que fazer a independência?

Estados Unidos da América como exemplo
Em 1776, os EUA tornaram independentes em relação à Inglaterra.

Influência de ideias Iluministas e da Revolução Francesa
Ambos os movimentos possuem ideias de liberdade política para decidir os rumos de maneira autônoma e também de liberdade individual

Espanha dominada por Napoleão Bonaparte
Os colonos argumentavam que não deviam obediência à Napoleão e sim, ao rei espanhol. Lembrem-se que Napoleão invadiu diversos países, dentre eles a Espanha.

Nacionalismo: começa a se desenvolver o sentimento de pertencer a um determinado país.


Independência do Haiti
Ocorrida em 1804. Foi a primeira colônia (depois dos EUA) a fazer sua independência.

Fato histórico relacionado com a Revolução Francesa
O período jacobino estabeleceu o fim da escravidão nas colônias francesas. Porém, na fase seguinte da revolução (dos girondinos) foi restabelecida o escravismo. Por isso, há um levante de escravos na colônia e é proclamada a independência do Haiti.

Haitianismo: ficou conhecido como o medo das elites coloniais, inclusive o Brasil, da possibilidade de haver um levante de escravos. No Haiti, isso resultou na morte de vários colonizadores.

Independência da América Espanhola
Divisão social nas colônias
chapetones: espanhóis naturais
criollos: filhos de espanhóis nascidos na América

Hipótese sobre a independência: os criollos eram excluídos da política da colônia e por isso, fizeram a independência.
Nova visão: Na verdade, os criollos estavam presentes em diversos cargos da administração colonial, exceto o cargo de vice-rei (maior representante da autoridade do rei na colônia) que sempre foi ocupado exclusivamente por espanhóis. A independência das colônias espanholas é melhor explicada pelo nacionalismo, pelo exemplo que os Estados Unidos exerceram sobre as demais colônias, pelas influências das ideias do Iluminismo e da Revolução Francesa e pela recusa de obediência à Napoleão que ocupou a Espanha.

Vice-reino da Prata
Dividido entre o Argentina, Paraguai e Uruguai. 
Formaram as Províncias Unidas do Rio da Prata.

Vice-reino da Nova Granada e Venezuela
Dividido entre a Venezuela, Colômbia e Equador
Formaram a República da Grã-Colombia

Porém, essas uniões não duraram muito tempo.

Pan-americanismo
Ideia de um dos libertadores da América e defendia que os países independentes deveriam se unir para formar apenas um país na América do Sul. Porém, a ideia não foi mantida pelos próprios criollos. Foram eles que conduziram a independência das colônias e os seus interesses políticos e econômicos só seriam atendidos se eles mantivessem o poder. Ou seja, era mais interessante para eles formarem diversos países nos quais eles ocupariam o poder político do que formar um grande país que poderia atender (ou não) aos seus interesses.

Importante: Os criollos participaram da independência de todas as colônias na América. O único caso diferente é do Haiti. Conforme estudada, a independência do país foi feita pelos escravos

Sobre os novos países 
- todos adotaram a República como forma de governo
- manutenção da economia agrária para a exportação e substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado.
- fim da mita e da encomienda (não precisa escrever em itálico!! E não para copiar esse aviso!!!!!!)
A mita era uma forma de usar a mão de obra indígena. Alguns índios eram obrigados a trabalhar temporariamente nas minas.
Na encomienda, o colonizador era responsável por uma tribo inteira na questão da mão de obra e comprometia-se também a convertê-los para o catolicismo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicas para AV2

Olá turma,
seguinte: passarei algumas dicas para a AV2.
É uma prova longa, por isso ela se torna cansativa e difícil. Todas as questões têm um texto introdutório e eles podem, literalmente, assustar vocês. Por isso, indico que leiam o enunciado da questão primeiro e depois os pequenos textos. Façam com calma e atenção, é muito fácil vocês marcarem a opção errada nessa prova. Mas não se esqueçam as questões que passei para vocês ajudarão muito.
Estude por onde acharem melhor, mas sempre indico o blog e o caderno. Na caso, as questões do trabalho bimestral também.

Há uma questão que...enfim, boa sorte. Bem difícil. Apenas uma.

Conteúdo: Cap. 8 e 9 - Revolução Francesa e Período Napoleônico

Revolução Francesa
Dividida de diversas formas e acaba dificultando a compreensão, mas vamos lá.
Estudem tudo, óbvio. Mas com atenção especial para alguns pontos.
Olhem com atenção as medidas tomadas pela Assembleia Nacional Constituinte e o que levou os revolucionários a atacarem a Bastilha.
O período da Convenção está muito presente na prova. Portanto, estudo especial para ele, como as medidas adotadas nesse período revolucionário e a denominação alternativa para esse momento.

Período Napoleônico
Estudem tudo
Porém, atenção especial para o Bloqueio Continental. Qual o objetivo de Napoleão com ele e as consequências disso.


Quem entregou os DOIS trabalhos muito bem. Quem não entregou ou entregou apenas um já vai estudando para a recuperação, infelizmente.

Respostas do Trabalho

Observem como elas são curtas, objetivas, articuladas e sempre atendendo ao que foi pedido no enunciado. Lembrem-se o que falo: "Sempre é menos complicado do que vocês acham!"

Parte 1
1) alta de impostos e crise econômica.
2) Podemos citar o fim dos direitos feudais, o direito à propriedade e o fim da servidão camponesa.
3) A "Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão" concede liberdade política e religiosa para os cidadãos franceses e confirma as medidas adotadas pela Assembleia Constituinte. O documento garante e define os direitos básicos para todos. (Teoricamente)
4) A Constituição de 1791 cria o voto censitário e, com isso, estabelece que votariam apenas aqueles que possuíam uma determinada renda e coloca em prática a divisão de poderes em Judiciário, Executivo e Legislativo.
5) Esse período ficou conhecido como Terror. (Não sei qual foi a dificuldade de responder isso. Vi respostas mirabolantes nessa pergunta)
6) Os grupos políticos são os girondinos, os jacobinos e o pântano.
7) A Lei do Máximo estabelecia o congelamento dos preços para evitar a alta descontrolada.
8) A Revolução Francesa coloca em xeque o Antigo Regime e, consequentemente, as monarquias absolutistas por questionar o direito divino dos reis e desejar a limitação dos poderes dos monarcas e estabelecer uma representação diferente, mesmo que ela fosse escolhida por voto censitário. Além disso, a Revolução Francesa lança as bases para a nossa vida contemporânea a partir do momento que estabelece a divisão dos poderes no governo, as votações, a igualdade perante a lei e extingue os privilégios feudais.
(A 8 era bem complicada)

Parte 2
1) A Assembleia Constituinte estabelece a igualdade de todos perante as leis e, consequentemente, pôs fim aos privilégios feudais da nobreza e do clero.
2) Porque a Bastilha era considerada um símbolo do poder absolutista.
3) A Convenção também ficou conhecida como Terror por causa da radicalização e perseguição de contra-revolucionários e questionadores das atitudes dos jacobinos.
4) Podemos citar a extinção da escravidão nas colônias, a Lei do Máximo e o estabelecimento do voto universal masculino.
5) O objetivo de Napoleão era enfraquecer a Inglaterra a partir a proibição da comercialização dos manufaturados ingleses com a Europa continental. A consequência para Portugal, aliado de longa data dos ingleses, foi a transferência da Família Real portuguesa para o Brasil diante da invasão francesa.

(Difícil. Poderíamos escrever escrever escrever e escrever sobre ela) 6) A crise do Antigo Regime se dá a partir do momento que o povo e a burguesia (3° Estado), sempre influenciados pelas ideias iluministas passam a questionar o governo (formado por nobres e clero), a forma como eram escolhidos os representantes e os privilégio desses dois grupos.
7) O Congresso de Viena estabeleceu o "Princípio da Legitimidade" que previa o retorno das dinastias derrubadas do poder pelo avanço revolucionário francês e criou a Santa Aliança, um pacto militar entre as monarquias absolutistas formado para conter possíveis movimentos liberais como da Revolução Francesa.
(Difícil) 8) Napoleão chegou ao poder através do Golpe do 18 Brumário. Além de tentar trazer a normalidade de volta para a França através das obras e a criação do Banco Francês, também é desse período a criação do Código Civil e a invasão de praticamente toda a Europa.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Exercícios - Parte 2 do Trabalho

Turma,
essa é a 2a parte do trabalho.
Data de entrega: 27/06 (sexta feira).
Quem não entregar no dia 27 ficará sem a nota da segunda parte do trabalho.
Não receberei trabalhos feitos em folha de caderno!!!!!!!!!!!
Para agilizar, quem quiser pode imprimir as perguntas e escrever as respostas
Respostas iguais em trabalhos diferentes serão anuladas.
Muitos alunos não estão com o caderno completo, verificarei amanhã novamente. Caso continue incompleto, não receberão a pontuação completa.
O blog está atualizado com os 2 capítulos da prova. Utilize-os para resolver as questões, pare de olhar na internet. 
Não é permitido copiar trechos do blog para responder as perguntas. Descontarei ponto de quem fizer isso, o objetivo é responder com as próprias palavras.

Atenção
.
ANULEI 4 trabalhos porque as respostas estavam idênticas. Eu avisei que não aceitaria isso nesse trabalho. A ideia é que você exercite a escrita e a interpretação da pergunta, copiar do colega não atende ao objetivo que eu quero com esse trabalho.

Estou sendo muito rigoroso na correção. Façam com calma e atenção.

Composição da nota do trabalho
4,0 - Exercícios
4,0 - Exercícios (parte 2)
2,0 - Caderno completo

Exercícios.
1) Cite e explique três medidas da Assembleia Nacional Constituinte. 


2) Considera-se que a Tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789 marca o início da Revolução Francesa e também da História Contemporânea. Por que os revolucionários destruíram a Bastilha?


3) A Convenção, liderada por Robespierre, ficou conhecido por um outro nome. Responda que nome é esse e por quê?


4) Cite três medidas tomadas na Convenção.


5) Com relação ao Bloqueio Continental responda qual era o objetivo de Napoleão com essa medida e qual foi sua consequência para Portugal.


6) Como podemos caracterizar a crise do Antigo Regime? (ou das monarquias absolutistas)


7) Cite e explique dois princípios estabelecidos pelo Congresso de Viena.


8) Como Napoleão chegou ao poder e quais as características do seu governo?


domingo, 22 de junho de 2014

Capítulo 9 - Período Napoleônico (1799-1815)

Turma,
com esse capítulo nos fechamos a nossa matéria da AVII.
Capítulo 8 - Revolução Francesa
Capítulo 9 - Período Napoleônico

Gostaria de avisá-los que poderíamos falar muito mais sobre Napoleão e o período que ele esteve no poder, porém não temos tempo. Por isso, coloquei o que era mais importante e o que vocês precisarão nas provas. Além disso, vocês estudarão isso tudo novamente e com mais detalhes, por isso não fico tão preocupado.
Vamos lá.

O governo de Napoleão Bonaparte tem início em 1799 com um golpe de Estado chamado "Golpe do 18 Brumário" contra o governo girondino. Com isso, inicia-se o Consulado.

V- Consulado

     Napoleão reorganiza o Executivo e o governo passaria a ser gerido por 3 cônsules, sendo que ele seria o Primeiro-Cônsul (claro!). Porém, Napoleão tomou outras medidas que buscavam melhorar a economia da França, como a criação do Bando Francês, responsável pela emissão de dinheiro e arrecadação de impostos, a recuperação da infra-estrutura do país para recuperar a atividade comercial. Além disso, Napoleão conseguiu uma trégua com a Inglaterra e as Coligações absolutistas que ficou conhecida como Paz de Amiens (1802). Foi criado também o Código Civil em 1804, trata-se de um conjunto de leis que organizam as relações entre as pessoas em sociedade e que, mais um vez, reforça a igualdade das leis, a igualdade civil, a liberdade individual e religiosa e o direito à propriedade. (No livro de vocês tem um box sobre isso, vale dar uma olhada).
    Porém, não podemos esquecer que Napoleão ao mesmo tempo pretendia dominar toda a Europa, pode-se dizer que foi nesse momento que os ideais da Revolução Francesa atingiu diversas regiões com mais força porque a cada nova conquista, a cada rei derrubado, essas ideias eram espalhadas entre a população diretamente pelos franceses, talvez até mesmo pelo próprio exército francês. (Por que não? As ideias revolucionárias circulavam muito na sociedade francesa, elas eram conhecidas e discutidas por diferentes setores da sociedade.). Com isso, Napoleão formou uma espécie de Império.
     Um Império que não conseguiu incluir a Inglaterra. Tentativas não faltaram. O problema era o seguinte: a Inglaterra é uma ilha e os ingleses além de serem a maior potência mundial, eles também tinham a maior marinha do mundo na época. (Não se esqueçam da Revolução Industrial: novas tecnologias também serão utilizadas nas batalhas e nos armamentos e os ingleses saíram na frente nessa corrida industrial.) A última tentativa francesa foi na Batalha de Trafalgar, em 1805, (batalha naval) na qual a marinha francesa foi praticamente destruída. Excelente militar que era Napoleão percebeu a nítida dificuldade de submeter os ingleses, por isso, pouco tempo depois estabeleceu o Bloqueio Continental (1806).
     O Bloquei Continental estabelecia a proibição entre a Europa continental e a Inglaterra. Napoleão tinha dois objetivos com isso. Um deles era desenvolver as manufaturas francesas que não conseguiam competir com os produtos ingleses e, com isso, evoluir na sua revolução industrial. Por outro lado, a França pretendia privar alguns recursos comerciais dos ingleses. Lembrem-se que a Inglaterra estava envolvida nas formações da Coligações contra a França revolucionária.

Portugal e o Bloqueio Continental
O contexto europeu explica a vinda da Família Real portuguesa para a principal colônia, o Brasil. Portugal tinha uma relação comercial de muitos anos com a Inglaterra e, no século XVIII, os portugueses eram extremamente dependentes dos ingleses. (e muito endividados também!). Do outro lado, estava Napoleão com o maior exército formado até aquele momento da História e com o principal estrategista. O que fazer? Portugal literalmente enrolou ingleses e franceses até onde pode. Optar pela França e aceitar o Bloqueio Continental era o mesmo que deixar as colônias desprotegidas (leia-se: Brasil). Porém, optar pela Inglaterra era o mesmo que ser invadido pela França e ser derrubado do poder. A decisão de Portugal só foi tomada no apagar das luzes de 1807 e quando Napoleão já tinha perdido a paciência e marchava em direção à capital Lisboa. Ficou acertado que a Marinha inglesa escoltaria a família real portuguesa para o Brasil. Essa TRANSFERÊNCIA, NÃO É FUGA DO REI, já estava sendo discutida há algum tempo, por isso que foi possível organizar uma viagem tão grande em tão pouco tempo. A Família Real traz todos os seus criados (ou empregados) e os parentes que viviam na Corte e, com cada um deles, vinha uma diversidade de objetos absurda. Por exemplo, o rei trouxe toda a sua biblioteca!!! (esses livros fazem parte hoje da Biblioteca Nacional).


Um livro foi muito vendido não faz muito tempo sobre esse assunto, chamado 1808 de Laurentino Gomes. É melhor não ler. Ali é apresentada uma visão de História muito rasa, simplista e ultrapassada. Quando vi os livros consultados percebi que o autor usou obras da História já ultrapassadas e que nós historiadores não usamos mais. Novos livros com explicações mais sofisticadas e mais complexas já foram escritos e explicam melhor esse acontecimento que pertence tanto à história europeia quanto à nossa própria história. Além disso, o autor (Laurentino Gomes) não é historiador e não teve a preocupação de fazer uma pesquisa mais cuidadosa e também não se preocupou com a sua escrita, pois ela está cheia de juízos de valor. Por exemplo, ele reforça a ideia de "rei fujão", algo que atualmente um historiador  não poder fazer JAMAIS e, além disso, não consegue perceber a mentalidade da época, nem perceber o que estava em jogo naquela situação. Enfim, faltou leitura e pesquisa consistente para esse livro.


Com a transferência da Corte, o príncipe regente D. João VI, perde o reino mas não perde a coroa (nem a cabeça!). O que isso quer dizer? O reino de Portugal poderia ser recuperado depois e, mesmo com a saída de Portugal, ainda assim ele era o regente do reino e não corria riscos de vida. Por fim, se Napoleão pretendia enfraquecer Portugal ou Inglaterra, ele obteve justamente o efeito contrário. Pois, com a vinda da Família Real a aliança entre Brasil, Portugal e Inglaterra se fortaleceu muito.

Retomando
     Uma vez dominada toda a Europa, faltava a Rússia. Aliás, mais um que desafiou o Bloqueio Continental. Napoleão reuniu simplesmente 420.000 soldados para invadir a Rússia (número assombroso para a época). Porém, o experiente militar francês ignorou o inverno russo e encontrou dificuldades na Rússia com a tática da "terra arrasada" empregada pelos russos. O exército russo pouco resistia ao exército napoleônico e recuou até a capital, mas a cada cidade perdida, os próprios russos destruíam tudo. Casas de poderiam servir de alojamento para os franceses, estragavam a comida deixada para trás, contaminavam a água nos poços. Tudo para dificultar o abastecimento do enorme exército francês. Ao chegar na capital, o exército russo combateu o exército francês já cansado da longa viagem, com dificuldade de abastecimento e sofrendo com as baixíssimas temperaturas do inverno russo. Com isso, o exército francês foi empurrado para fora da Rússia e sofreu a sua maior derrota.
     Com o exército enfraquecido, é formada mais uma Coligação contra a França e, finalmente, conseguem derrotar os franceses. Napoleão é enviado exilado para Elba, no sul da França e Luís XVIII, irmão de Luís XVI (o rei decapitado na 2a fase da revolução) é posto no poder. Napoleão consegue fugir da ilha de Elba e se direciona para Paris. Um exército foi destacado para prendê-lo novamente, porém, os enviados passaram para o lado de Bonaparte. Ao se aproximar de Paris, o rei Luís XVIII foge da cidade e, com isso tem início o Governo de 100 Dias de Napoleão (1815) (porque durou 100 dias esse novo governo).
A derrota definitiva de Napoleão aconteceu na Batalha de Waterloo e, com isso, ele é enviado novamente para o exílio, mas a ilha de Santa Helena, no meio do Atlântico (para evitar fugas!)

Congresso de Viena (1815)
Foi um Congresso realizado entre as monarquias absolutistas, na cidade de Viena, na Áustria, com o objetivo de reagir às ideias liberais francesas e, com isso, restaurar o Antigo Regime (=aquilo que existia antes da Revolução Francesa ficou conhecido como Antigo Regime. Foi o que estudamos no capítulo 1.) Quais foram as decisões desse congresso?

Princípio da Legitimidade: estabelecia que os reis (ou a sua dinastia) derrubados do poder pelo avanço francês deveriam voltar ao poder
Princípio da Restauração: a divisão política da Europa, quer dizer, as fronteiras entre os países, voltaria ao que era antes da Revolução Francesa.
Princípio do Equilíbrio Europeu: manutenção do Absolutismo como a melhor forma de governo

formação da Santa Aliança: pacto militar entre os países absolutistas para reprimir movimentos liberais, ou seja, movimentos que tivessem influência dos ideias da Revolução Francesa.


Ufa. Acabou.