Olá pessoal,
está aí o que estava faltando, o capítulo 2. Lembre que na AVI serão cobrados os capítulos 1 e 2.
Revolução Científica - século XVII
A partir do exemplo da teoria heliocêntrica, o capítulo 2 pretende nos mostrar que a partir de uma determinada época, alguns pensadores passaram a defender a ideia de que os homens devem observar os acontecimentos através da razão e da empiria. A teoria heliocêntrica desenvolvida por alguns estudiosos ao longo do tempo, defendia que a Terra girava em torno do Sol e não o oposto, como afirmava a Igreja Católica. O estudioso defensor dessa ideia, Nicolau Copérnico, chegou a essa conclusão através do uso da racionalidade, da observação e do uso do método empírico, ou seja, por meio de experimentos e de cálculos matemáticos e físicos. Anos depois, outro estudioso, Galileu Galilei, comprovou que a Terra não era o centro do Universo, como costumava a defender a Igreja. Defender tal ideia quase custou a própria vida. Não podemos esquecer que estamos estudando um momento no qual a religião estava muito presente na vida das pessoas e a educação, a produção e difusão de conhecimentos muitas vezes dependiam dos religiosos: os letrados. A formação escolar não era comum e não era para todos e o mais comum era encontrar religiosos letrados.
O objetivo de alguns pensadores no século XVII (os anos Seiscentos) era separar a razão da fé, a religião do conhecimento da realidade social e natural.
Liberalismo político
O liberalismo político vem questionar ideias do Absolutismo. Por exemplo, era muito comum justificar o poder dos reis através da vontade de Deus e por isso, o monarca tinha o direito divino de exercer o governo. Os pensadores liberais surgem e para questionar tais ideias. Será mesmo que os reis possuem mesmo o direito divino? Será que Deus escolheu os monarcas para governar?
John Locke
Um desses pensadores é John Locke. Ele foi um filósofo inglês que viveu no mesmo tempo da Revolução Inglesa (obviamente na Inglaterra - matéria já vista em sala) e influenciou os filósofos franceses iluministas no século XVIII. Para Locke, o homem tinha direitos naturais básicos, como o direito a liberdade, a vida e à propriedade privada. Aliás, o pensamento de Lock é organizado em função daqueles que possuem alguma propriedade. Iguais eram aquelas pessoas que tinham propriedade. Deve-se entender propriedade da seguinte maneira. Todos são proprietários das próprias vidas e dos rendimentos dos seus trabalhos.
Locke defendia que as leis deveriam ser universais e representar o interesse geral da população e seriam criadas por representantes escolhidos pelo povo e deveriam criar leis de acordo com a vontade geral. Ou seja, as leias tinham que valer para todos (por isso universais) e representariam o que o povo desejava. Além disso, segundo Locke, cabia ao Governo proteger e defender a liberdade de todos, principalmente, dos mais fracos. O pensador inglês defendia também que a população tinha o direito de se rebelar caso o governo não cumprisse o seu papel e abusasse do poder concedido pelo próprio povo.
Iluminismo - século XVIII - França
O Iluminismo é uma corrente filosófica francesa do século XVIII e representa uma mudança significativa no modo de pensar dos europeus, pois passa a fazer um amplo questionamento sobre várias ideias e comportamentos até então muito comuns. Para o Iluministas, seria somente através do uso da razão e da racionalidade que o homem conseguiria atingir o conhecimento. É a razão que traz liberdade. As luzes são representadas pela razão e a luz faz recuar a escuridão; a ignorância. Além disso, diversas ideias defendidas pelos iluministas estão muito presentes até hoje na sociedade ocidental, como a defesa da liberdade política, liberdade religiosa e liberdade de expressão.
Três filósofos foram muito importantes para o Iluminismo.
Montesquieu
Ele mesmo era um nobre, no entanto, foi um defensor do poder em três partes em Legislativo, Executivo e Judiciário e um controla o outro para evitar excessos. No Absolutismo, o rei (= alguns funcionários), de certa forma, acumulava os poderes de julgar os crimes, criar as leis e executá-las. Com a divisão dos poderes, haveria uma descentralização nas decisões. Essa ideia está presente em "O Espírito das Leis", seu livro mais famoso.
Voltaire
Esse pensador foi um crítico dos privilégios da Igreja e da nobreza e questionava o direito divino dos reis e defendia a participação dos esclarecidos no governo. É interessante observar que Voltaire não era contra a existência de monarquias, porém ele era contrário a governos arbitrários e defendia, na verdade, que os governos deveriam ser guiados pela razão.
Jean Jacques Rousseau
Rousseau era da região da Suíça e foi o pensador que levou mais adiante as ideias iluministas. Para ele, a sociedade deve buscar a igualdade e o soberano deve governar de acordo com a vontade geral e zelar pelo bem comum; pelo bem de todos. Apesar de acreditar na democracia por acreditar que era o único modelo de governo que fosse capaz de sobrepor a vontade de todos à particular (aos interesses individuais de cada um), Rousseau defendia também que os indivíduos deveriam participar ativamente das questões de governo, para ele, a democracia representativa não funcionava. O pensador acreditava que não havia soberania se houvesse a representação, se houvesse a possibilidade de alguém tomar decisões por outras pessoas.
(De modo geral, inúmeros países vivem hoje em um regime democrático representativo, ou seja, a população elege seus representantes para governarem por nós e pelos nossos interesses....pelo menos na teoria. Os governantes representam o povo. Muitas dessas ideias estão presentes no "Contrato Social", um dos seus livros mais conhecidos.
Liberalismo econômico
É possível dizer que vimos até aqui as ideias liberais políticas. Quais seriam as ideias do liberalismo econômico? O Absolutismo sofreu críticas também pelo lado político e um de seus questionadores foi Adam Smith. Para este inglês a economia deveria viver na livre concorrência e não na tentativa de criar Pactos Coloniais ou na concessão de monopólios para poucos, ou seja, o comércio deveria ser livre e sem obstáculos criados pelo Governo.
Tentem agora fazer a questão 4 que passei na última aula.
Bons estudos!