quinta-feira, 24 de abril de 2014

Capítulo 5: "A África e o tráfico negreiro"

    Aconselho a leitura completa desse capítulo. Ele é longo e tem muitas informações, mas ajudará vocês entenderem o que vou escrever sobre ele. O capítulo complemente o post. Peço isso porque não terei tempo de escrever tudo.
A escravidão sempre existiu no continente africano, logo não se trata de algo inventado pelos europeus a partir do contato travado com os africanos através da Expansão Marítima para atender aos seus interesses. O modo mais comum de fazer escravos era através dos conflitos tribais, pois os vencedores desses conflitos tinham o direito de escravizar os derrotados.

Portugueses na África
Ao longo da expansão marítima, no século XV, os portugueses estavam interessados em trocar especiarias, ouro e escravos com os africanos. Muito antes de colonizarem o Brasil, os portugueses já compravam escravos para Lisboa e para as ilhas do Atlântico, onjá havia produção de açúcar.
Os portugueses se concentraram na região Congo-Angola. Em geral, os escravos dessa região eram trazidos para o Rio de Janeiro. Por outro lado, na Bahia, os escravos eram provenientes da região onde hoje é a Nigéria.

Escravidão como negócio
Para que o comércio fosse possível era necessário que os próprio africanos e seus governantes estivessem envolvidos na atividade comercial de venda de escravos. Os cativos eram levados em caravanas ao longo de rotas comerciais no interior do território pelos próprios africanos até o litoral para depois serem embarcados para a América ou mesmo Europa. Os europeus não entraram no continente africano por desconhecimento do território e por causa das doenças. 

A venda de escravos para europeus explica, em parte, a formação dos reinos africanos, formados através dos recursos provenientes do comércio, como ouro ou mesmo dinheiro, embora fosse comum também a troca de mercadorias por escravos. Essa prática comercial era interessante para os chefes africanos porque havia interesse por parte deles de obterem produtos que no seu território indicariam distinção social e poder diante dos demais que disputassem o controle do reino. Esse relacionamento com os europeus ajudou a fortalecer os chefes e os reinos que governavam. Além disso, havia também o interesse em formar reinos na tentativa de evitar uma possível escravização que poderia atingir a todos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capítulo 4: América Inglesa

Lembrem-se que a matéria da prova são os capítulos 3, 4 e 5.

    Nesse capítulo 4 é discutida o início da ocupação de colonos vindos da Inglaterra para a América do Norte, região que se tornou os Estados Unidos a partir da sua independência em 1776. Mas antes é importante nos perguntarmos o que levou ingleses a saírem da Europa e se dirigem para a América. O que motivou essas pessoas? Por que fazer uma aposta de uma vida tão arriscada? Podemos destacar alguns fatores.

a) cercamento dos campos no século XVI.
Uma das consequências do rompimento de Henrique VIII com a Igreja Católica para a criação da religião Anglicana foi a confiscação das terras da igreja e consequentemente, a retirada de muitas pessoas que dependiam do campo. Pois, as terras foram destinadas para a produção de lã, produto importante a séculos na Inglaterra. Com isso, diversas pessoas se dirigiam para as cidades porque não havia espaço para elas no campo. No entanto, as cidades não eram capazes de absorver todos. Logo, alguns decidem ir para a América.

b) guerra civil.
Além disso, estudamos no capítulo 3 que houve uma feroz guerra civil entre os ingleses que apoiavam o parlamento e aqueles que defendiam a coroa britânica. Por causa dessa conflito político e pelas perseguições religiosas surgidas a partir da criação do anglicanismo e da entrada dos calvinistas (= puritanos).

13 Colônias
O início da colonização aconteceu apenas na costa leste do país e ao longo do litoral. No início, a ocupação foi muito incentivada por companhias de comércio e posteriormente pela própria coroa inglesa. É muito comum explicar a diferenciação entre colônias do Norte e do Sul. Para entender melhor a colonização dos Estados Unidos é muito útil, porém as oposição feitas não se sustentam quando são realizadas pesquisas históricas. Mas vamos lá.
Norte: colônia de povoamento
Sul: colônia de exploração

Norte: produção de subsistência (pequenas propriedades e de mão de obra livre)
Sul: produção para exportação feita a partir da plantation (produção monocultura, de grande propriedade e mão de obra escrava) em função do pacto colonial.

Porém, como manter esse modelo partindo da ideia que Norte e Sul eram extremamente dependentes uns dos outros. Por exemplo: muitos dos escravos utilizados no sul do país eram comprados pelo norte. Apenas como esse exemplo é possível desfazer esse modelo de explicação Sul / Norte.
Mas enfim...

Outra característica da colonização que deve ser destacada é o comércio triangular, pois vamos precisar dele quando falarmos sobre a independência dos Estados Unidos. Trata-se de um comércio interno entre as próprias colônias do Norte e do Sul e do comércio destas com as Antilhas (= América Central) e a África sem que a Inglaterra tivesse qualquer ganho com isso.

Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

Foi uma guerra que envolveu a França e Inglaterra e o que estava em jogo eram as disputas territoriais na América do Norte entre os colonos franceses e ingleses porque assim como estes, os franceses também ocuparam o norte da América, na região mais ao centro dos Estados Unidos e parte do que hoje é o Canadá. A expansão territorial das 13 colônias ocorreu, em parte, por causa da servidão por contrato, um regime de trabalho comum na ocupação americana. Os colonos viam para a América com tudo pago e trabalhavam até saldar suas dívidas com aqueles que tinha custeado a sua viagem. Ao mesmo tempo esses colonos buscavam fazer algumas economias para quando saldasse suas dívidas pudesse comprar terrenos para a agricultura. Como essa prática se tornou cada vez mais comum, a colonização foi empurrada para dentro do território.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Capítulo 3: continuação

Revolução Industrial

Onde: Inglaterra
Quando: século XVIII

A Revolução Industrial transformou o modo de produção mundial porque apesar de ter iniciado na Inglaterra, logo outros países seguiram o mesmo caminha como a França e posteriormente os Estados Unidos e a Alemanha. A produção que era apenas artesanal começa a passar por um processo industrial, mesmo que tímido. Além de transformar o modo de produzir, essa revolução mudará o modo como as pessoas consumirão os produtos e afetará as relações entre as pessoas, trazendo novos problemas para a sociedade. 
Até o século XVIII todo o processo produtivo era feito por famílias e o produto final era vendido para, em grande parte, cobrir os custos da produção. No entanto, a partir do século XVIII, as máquinas começam a fazer parte do processo de produção e, com isso, é possível produzir mais e com menos gente aumentando, assim os lucros. Na verdade, isso é muito mais um realidade do século XIX e XX, mas tudo começou no XVIII. 
A Revolução Industrial foi abastecida com ferros e carvão, duas matérias-primas em abundância no território inglês. Ferros para as máquinas; carvão para alimentá-las. Não são máquinas elétricas como conhecemos hoje, mas máquias movidas a vapor proveniente da queima do carvão. Além de ter matéria-prima, a Inglaterra contava também com uma burguesia enriquecida e disposta a fazer a fazer essas inovações e grande disponibilidade de mão de obra que acabou formou a classe a operária.

E como eram as condições de trabalho nas fábricas do XVIII? As piores possíveis.
Não existiam leis de proteção ao operário nessa época. Por isso, garantias como férias remuneradas, décimo terceiro salário, descanso remunerado, dentre vários outros aspectos simplesmente não existiam. Eram comuns a jornadas de 14 e 16 jornadas, os baixíssimos salários e os acidentes constantes. Inclusive, era muito comum o uso do trabalho feminino e infantil buscando pagar menos para as mulheres e ter menos problemas de contestação pelas crianças.


Escrevi bem pouco sobre a 2a parte do capítulo 3. Olhem o caderno também.

Capítulo 3: Revoluções na Inglaterra

70% da AV2 é só esse capítulo. Olho nele.

   No capítulo 1 e 2 estávamos discutindo o Absolutismo (concentração do poder em torno do rei) e o Iluminismo, uma corrente filosófica do século XVIII que repensa a questão de como o poder deve ser exercido pelos soberanos. Parte do capítulo 3 é uma exemplificação do que estudamos no capítulo 1. 
Jaime I, da dinastia Stuart, pretendia fortalecer os poderes dos reis (o absolutismo) e consolidar a religião criada por Henrique VIII, o Anglicanismo. 
  A sociedade inglesa estava dividida religiosa (católicos, puritanos = calvinistas e anglicanos) e politicamente, partidário do rei e partidários do fortalecimento do Parlamento.  Ao contrário do que acontecia na Europa continental, desde 1215 com a assinatura da Magna Carta, os reis ingleses tinham seus poderes de alguma forma limitado. O Parlamento existe desde essa época, mas tinha um caráter apenas de consulta  do monarca e era formado por tempo temporário. Certas atitudes, no entanto, precisavam ser discutidas no Parlamento inglês, como aumentos de impostos e declarações de guerra. Jaime I tenta passar por cima dessa tradição visando diminuir o poder do Parlamento. Porém, o efeito é o inverso. As tensões entre o rei Jaime I e o Parlamento são tão intensos e acabam com a força do monarca, forçando-o a abdicar do trono (sair do poder em favor do seu filho, Carlos I).
    Mesmo assim, as tensões continuaram aumentando até explodir uma guerra civil entre os favoráveis ao monarca (os Cavaleiros) de um lado, e os apoiadores do Parlamento do outro (os Cabeças Redondas) a partir do momento que o rei Carlos I ordenou o fim do Parlamento (1649) por não atender seu pedido de novos recursos para os conflitos na Escócia. Esses dois grupos se enfrentavam pelas ruas de Londres aumentando o número de mortos nesse conflito político. No fim dessa guerra civil o rei Carlos I foi capturado e decapitado. Com isso, tem início o breve período republicano na Inglaterra chefiado por Oliver Cromwell.

1651: Ato de Navegação. 
Foi um documento elaborado na época da República ainda sobre liderança de Cromwell. Segundo essa ato, todo o comércio feito com a Inglaterra deveria ser transportado em navios ingleses. Isso ajudou muito no desenvolvimento da marinha inglesa, tornando-a a mais poderosas nas águas no século seguinte.

Não pensem que a questão política foi resolvida com a decapitação do rei e a criação da república. As opiniões ainda eram muito radicais em consequência da guerra civil travada poucos anos antes e para tentar controlar a situação Cromwell governou de modo muito autoritário, decretando inclusive o fechamento do Parlamento em 1653. Mais uma vez os ânimos se exaltaram e a república na Inglaterra não durou muito tempo para chegar ao fim após a morte de Cromwell. 

1669: fim da república e volta da monarquia com Carlos II da dinastia Stuart.

Revolução Gloriosa
     Se antes o problema era o autoritarismo de Cromwell agora com o retorno da monarquia o problema volta a ser as pretensões absolutista de Carlos II e depois de Jaime II. Além disso, ambos os reis eram católicos e pouco simpáticos ao anglicanismo. Apesar de tudo, não havia muito interesse em nenhum dos dois lados em outra guerra civil  travada pouco anos antes. Outro conflito daqueles traria desgastes econômicos, políticos e sociais. Esperava-se também que a questão religiosa seria resolvida com a passagem do trono de Jaime II para sua filha protestante Maria Stuart. Porém, o rei teve mais filho e a sucessão deixaria de ser Maria e passaria para seu novo herdeiro...católico.
     Para manter a linha de sucessão Guilherme de Orange (da Holanda) e sua mulher Maria Stuart tomam o poder de Jaime II. Nessa época é assinado também a Declaração de Direitos (Bill of Rights). De acordo com esse documento, o Parlamento estabelece limites claro e definidos para autoridade dos reis ingleses e acaba de vez com as pretensões absolutistas porque o sistema de poder passa a ser a monarquia parlamentarista. Isso quer dizer que os reis continuam existindo, mas quem decide os assuntos do país é o Parlamento.

continua...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Instruções para o trabalho bimestral

Atenção Atenção!!!!
Vou passar por escrito as instruções de trabalho e como conduzi-lo.

Tema: "As ideias que revolucionaram os século XVII e XVIII"
DATA: 01 de Abril

Escolhi 4 pensadores desse contexto e alguns assuntos para vocês desenvolverem o trabalho.

1) Não quero NADA escrito.
2) A sua nota depende de uma apresentação em sala. Quem faltar tem grandes chances de ficar SEM nota, além de prejudicar o grupo.
3) Não quero nada decorado. A ideia é que você consiga apresente o que entendeu. Tente relacionar o que foi lido e visto em sala. Questione o que você leu. Troque informações com os outros componentes do grupo para montar a sua fala. No dia da apresentação conversaremos sobre alguns assuntos.
4) É permitido fazer anotações sobre o que achou importante. Não é permitido ler todas as anotações. Quem fizer isso terá a pontuação diminuída.

Pesquisem na Internet, vocês encontrarão uma vastidão de informações. Por isso, elaborei algumas perguntas sobre cada pensador. Um trabalho feito só com o que está escrito no livro não se sustenta.

Fiz alterações nos grupos. Retirei um integrante do grupo 2 e dividi o grupo 5 em 2, com 4 alunos cada. 
O grupo 5 será o responsável por abrir o trabalho e abordar as Características do Iluminismo. Já houve a escolha do intelectual que cada grupo ficará responsável.

Grupos
Grupo 1 (Rousseau)
Renan
Antônio
Leonardo
Otávio
Lucas Silva

Grupo 2 (Locke)
Felipe
Lucas G.
Pedro
João

Grupo 3 (Montesquieu)
Lorrayne
Beatriz Couto
Marcela
Brandon
Enzo

Grupo 4 (Voltaire)
Beatriz
Luiza Guedes
Giovanna Luzes
Juliana
Lucas Borges

Grupo 5 - Introdução
Pamela 
Alice
Ana Beatriz
Gabriella

Grupo 6 - (Adam Smith)
Caroline
Sarah
Laryssa
Ana Carolina

Pensadores
John Locke
Montesquieu
Voltaire
Rousseau

John Locke (1632-1704)
Pensador inglês do século XVII. É o precursor das ideias que seriam desenvolvidas pelos filósofos iluministas na França do século XVIII. Não deixem de observar que Locke escreve algumas de suas obras durante a Revolução Inglesa, tema do capítulo 3. 

a) Locke afirma que os homens possuem direitos individuais básicos. Que direitos são esses? Tentem explicá-los.
b) Antes de Montesquieu, o pensador inglês já defendia a divisão dos poderes. No entanto, Locke pensa a mesma coisa que o filósofo francês sobre a divisão dos poderes. 
c) Qual era a função do governo, segundo Locke?


Montesquieu (1689-1755)
No seu livro "Espírito das Leis", Montesquieu escreve sobre vários assuntos, dentre eles, sobre a separação dos três poderes. 
a) Que poderes são esses?
b) Qual a função de cada um?
c) Atualmente, existem conflitos entre esses poderes?
Pesquisem bem esses dois assuntos. Falar somente o que comentei em sala é pouco.

Tentem explicar a seguinte frase de Montesquieu.
"Uma república é um regime no qual os homens vivem para e pela coletividade, no qual se sentem cidadãos, o que implica que sejam e se sintam iguais uns aos outros." 

Ele demonstrar ter alguma preferência sobre algum sistema político? Monarquia, República, Tirania...
De acordo com o que vocês pesquisou, qual a relação entre ser cidadão, a República e a igualdade?


Voltaire (1694-1778)
Voltaire era um defensor das liberdades individuais. 
a) Mas o que isso quer dizer? Que liberdades são essas?
b) Era um crítico do direito divino. Qual era a sua posição em relação a esse assunto?
c) Como podemos explicar o fato de Voltaire não ser contra as monarquias


Rousseau (1712-1778)
Este intelectual foi o mais radical dos pensadores Iluministas.

a) De acordo com Rousseau, como o soberano deveria governar?
b) Qual o sistema político ideal para o pensador e por quê?
c) Qual a importância da participação política para Rousseau?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Cap. 2: Ideias revolucionárias nos séculos XVII e XVIII

Olá pessoal,
está aí o que estava faltando, o capítulo 2. Lembre que na AVI serão cobrados os capítulos 1 e 2.

Revolução Científica - século XVII

     A partir do exemplo da teoria heliocêntrica, o capítulo 2 pretende nos mostrar que a partir de uma determinada época, alguns pensadores passaram a defender a ideia de que os homens devem observar os acontecimentos através da razão e da empiria. A teoria heliocêntrica desenvolvida por alguns estudiosos ao longo do tempo, defendia que a Terra girava em torno do Sol e não o oposto, como afirmava a Igreja Católica. O estudioso defensor dessa ideia, Nicolau Copérnico, chegou a essa conclusão através do uso da racionalidade, da observação e do uso do método empírico, ou seja, por meio de experimentos e de cálculos matemáticos e físicos. Anos depois, outro estudioso, Galileu Galilei, comprovou que a Terra não era o centro do Universo, como costumava a defender a Igreja. Defender tal ideia quase custou a própria vida. Não podemos esquecer que estamos estudando um momento no qual a religião estava muito presente na vida das pessoas e a educação, a produção e difusão de conhecimentos muitas vezes dependiam dos religiosos: os letrados. A formação escolar não era comum e não era para todos e o mais comum era encontrar religiosos letrados.
     O objetivo de alguns pensadores no século XVII (os anos Seiscentos) era separar a razão da fé, a religião do conhecimento da realidade social e natural.

Liberalismo político
      O liberalismo político vem questionar ideias do Absolutismo. Por exemplo, era muito comum justificar o poder dos reis através da vontade de Deus e por isso, o monarca tinha o direito divino de exercer o governo. Os pensadores liberais surgem e para questionar tais ideias. Será mesmo que os reis possuem mesmo o direito divino? Será que Deus escolheu os monarcas para governar?

John Locke
     Um desses pensadores é John Locke. Ele foi um filósofo inglês que viveu no mesmo tempo da Revolução Inglesa (obviamente na Inglaterra - matéria já vista em sala) e influenciou os filósofos franceses iluministas no século XVIII. Para Locke, o homem tinha direitos naturais básicos, como o direito a liberdade, a vida e à propriedade privada. Aliás, o pensamento de Lock é organizado em função daqueles que possuem alguma propriedade. Iguais eram aquelas pessoas que tinham propriedade. Deve-se entender propriedade da seguinte maneira. Todos são proprietários das próprias vidas e dos rendimentos dos seus trabalhos. 
       Locke defendia que as leis deveriam ser universais e representar o interesse geral da população e seriam criadas por representantes escolhidos pelo povo e deveriam criar leis de acordo com a vontade geral. Ou seja, as leias tinham que valer para todos (por isso universais) e representariam o que o povo desejava. Além disso, segundo Locke, cabia ao Governo proteger e defender a liberdade de todos, principalmente, dos mais fracos. O pensador inglês defendia também que a população tinha o direito de se rebelar caso o governo não cumprisse o seu papel e abusasse do poder concedido pelo próprio povo.

Iluminismo - século XVIII - França
O Iluminismo é uma corrente filosófica francesa do século XVIII e representa uma mudança significativa no modo de pensar dos europeus, pois passa a fazer um amplo questionamento sobre várias ideias e comportamentos até então muito comuns. Para o Iluministas, seria somente através do uso da razão e da racionalidade que o homem conseguiria atingir o conhecimento. É a razão que traz liberdade. As luzes são representadas pela razão e a luz faz recuar a escuridão; a ignorância. Além disso, diversas ideias defendidas pelos iluministas estão muito presentes até hoje na sociedade ocidental, como a defesa da liberdade política, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

Três filósofos foram muito importantes para o Iluminismo.  

Montesquieu
Ele mesmo era um nobre, no entanto, foi um defensor do poder em três partes em Legislativo, Executivo e Judiciário e um controla o outro para evitar excessos. No Absolutismo, o rei (= alguns funcionários), de certa forma, acumulava os poderes de julgar os crimes, criar as leis e executá-las. Com a divisão dos poderes, haveria uma descentralização nas decisões. Essa ideia está presente em "O Espírito das Leis", seu livro mais famoso.

Voltaire
Esse pensador foi um crítico dos privilégios da Igreja e da nobreza e questionava o direito divino dos reis e defendia a participação dos esclarecidos no governo. É interessante observar que Voltaire não era contra a existência de monarquias, porém ele era contrário a governos arbitrários e defendia, na verdade, que os governos deveriam ser guiados pela razão.

Jean Jacques Rousseau
Rousseau era da região da Suíça e foi o pensador que levou mais adiante as ideias iluministas. Para ele, a sociedade deve buscar a igualdade e o soberano deve governar de acordo com a vontade geral e zelar pelo bem comum; pelo bem de todos. Apesar de acreditar na democracia por acreditar que era o único modelo de governo que fosse capaz de sobrepor a vontade de todos à particular (aos interesses individuais de cada um), Rousseau defendia também que os indivíduos deveriam participar ativamente das questões de governo, para ele, a democracia representativa não funcionava. O pensador acreditava que não havia soberania se houvesse a representação, se houvesse a possibilidade de alguém tomar decisões por outras pessoas.
(De modo geral, inúmeros países vivem hoje em um regime democrático representativo, ou seja, a população elege seus representantes para governarem por nós e pelos nossos interesses....pelo menos na teoria. Os governantes representam o povo. Muitas dessas ideias estão presentes no "Contrato Social", um dos seus livros mais conhecidos.

Liberalismo econômico
É possível dizer que vimos até aqui as ideias liberais políticas. Quais seriam as ideias do liberalismo econômico? O Absolutismo sofreu críticas também pelo lado político e um de seus questionadores foi Adam Smith. Para este inglês a economia deveria viver na livre concorrência e não na tentativa de criar Pactos Coloniais ou na concessão de monopólios para poucos, ou seja, o comércio deveria ser livre e sem obstáculos criados pelo Governo.

Tentem agora fazer a questão 4 que passei na última aula.


Bons estudos!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Capítulo 1: "O Estado Absolutista na Europa"

Vamos lá. Finalmente blog criado. Esse é o capítulo 1.

O Absolutismo nada mais é do que a centralização do poder em torno do rei. Não quer dizer, necessariamente, que todas as determinações dos monarcas fossem respeitadas em postas em práticas sem questionamentos e resistência. Quer dizer, na verdade, que o rei detinha o poder. Ele estava acima de todos os outros grandes senhores. Percebam que o Absolutismo ocorre ao mesmo tempo que a formação dos Estados Modernos; (= a formação dos países). Nessa época ainda não podemos pensar em Estados Nacionais porque o sentimento de pertencer a uma nacionalidade ainda não existia.

E como se deu a formação dos Estados Modernos?
Lembrem-se que o período que estamos estudando traz grandes influências da Idade Média e, um dos traços mais marcantes dessa época, é a concessão de feudos, transformando muitos nobres em senhores que, às vezes, tornavam-se concorrentes do rei. Portanto, o monarca precisa centralizar o seu território, controlando esses senhores feudais (os nobres). Isto não era muito difícil, pois o próprio laço de suserania e vassalagem tinha como um dos seus pressupostos a lealdade ao suserano e o rei era o maior suserano de todos. 

No entanto, os reis precisavam do apoio de outro grupo social. De modo geral, os comerciantes (burgueses) também tinham interesse de apoiar o rei na centralização política com o objetivo de melhor comercializar. Lembrem-se, na Idade Média cada senhor feudal, pelo direito do ban, tinha o direito de criar impostos. Através da centralização política, o rei estabeleceria a moeda única e os impostos régios, substituindo, portanto, muitos tributos locais.

Criação do Estado Moderno
surgimento dos burocratas: são funcionários responsáveis por representar o rei e cumprir as leis régias.
formação de um Exército: para punir eventuais questionamentos ao poder do rei, mas principalmente, para defender o Estado.
cobrança de impostos: para manter o Estado através do pagamento dos funcionários e manter o Exército.

Não é possível dizer que a nobreza saiu prejudicada por essa centralização, já que o próprio rei era um nobre e para manter o apoio do seu grupo, ele concedia para estes os principais cargos administrativos e militares.

De certo modo, já discutimos um pouco de centralização política no ano passado quando falamos da Expansão Marítima de Portugal e Espanha. Nesse ano, procurei dar destaque para França e Inglaterra. Ambos possuem um ponto em comum na formação dos seus Estados: A Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Tanto na França, quanto na Inglaterra, os reis conseguiram obter o domínio de regiões que pertenciam a senhores mortos na guerra, favorecendo a centralização.

França
Na França, porém, uma vez terminado o conflito, pouco tempo depois outro problema surgiu. A Reforma Protestante. Em pouco tempo, a França encontrou-se dividida entre católicos e protestantes, fato que fez explodir uma guerra religiosa no país. Um dos momentos mais marcantes e dramáticos dos conflitos religiosos foi o massacra da Noite de São Bartolomeu (1572), quando vários protestantes foram mortos por católicos. A França só seria pacificada por Henrique IV com a assinatura do Édito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos habitantes.
O Absolutismo na sua explicação mais comum de "o rei possuí poder para mandar sozinhos" existiu somente na França, principalmente, no reinado de Luís XIV. É muito conhecida uma frase dita por ele: "O Estado sou eu".

Inglaterra
Para a Inglaterra a derrota da Guerra dos Cem Anos trouxe outro conflito: A Guerra das Duas Rosas. As famílias York e Lancaster disputavam o trono inglês e, para resolver a questão, sobe ao poder os Tudors. 
Henrique VIII é o rei mais emblemático da dinastia Tudor. Este rei criou a Igreja Anglicana e rompeu com o papa católico. Além de desfazer suas relações com Roma, o monarca inglês tomou as terras pertencentes a Igreja Católica. Estes campos foram distribuídos, principalmente, para os produtores de lã. Este fato tem o nome de cercamento dos campo. Isto criou algumas condições para a Revolução Industrial no século XVIII.

Bem, por enquanto é isso.