segunda-feira, 17 de março de 2014

Capítulo 1: "O Estado Absolutista na Europa"

Vamos lá. Finalmente blog criado. Esse é o capítulo 1.

O Absolutismo nada mais é do que a centralização do poder em torno do rei. Não quer dizer, necessariamente, que todas as determinações dos monarcas fossem respeitadas em postas em práticas sem questionamentos e resistência. Quer dizer, na verdade, que o rei detinha o poder. Ele estava acima de todos os outros grandes senhores. Percebam que o Absolutismo ocorre ao mesmo tempo que a formação dos Estados Modernos; (= a formação dos países). Nessa época ainda não podemos pensar em Estados Nacionais porque o sentimento de pertencer a uma nacionalidade ainda não existia.

E como se deu a formação dos Estados Modernos?
Lembrem-se que o período que estamos estudando traz grandes influências da Idade Média e, um dos traços mais marcantes dessa época, é a concessão de feudos, transformando muitos nobres em senhores que, às vezes, tornavam-se concorrentes do rei. Portanto, o monarca precisa centralizar o seu território, controlando esses senhores feudais (os nobres). Isto não era muito difícil, pois o próprio laço de suserania e vassalagem tinha como um dos seus pressupostos a lealdade ao suserano e o rei era o maior suserano de todos. 

No entanto, os reis precisavam do apoio de outro grupo social. De modo geral, os comerciantes (burgueses) também tinham interesse de apoiar o rei na centralização política com o objetivo de melhor comercializar. Lembrem-se, na Idade Média cada senhor feudal, pelo direito do ban, tinha o direito de criar impostos. Através da centralização política, o rei estabeleceria a moeda única e os impostos régios, substituindo, portanto, muitos tributos locais.

Criação do Estado Moderno
surgimento dos burocratas: são funcionários responsáveis por representar o rei e cumprir as leis régias.
formação de um Exército: para punir eventuais questionamentos ao poder do rei, mas principalmente, para defender o Estado.
cobrança de impostos: para manter o Estado através do pagamento dos funcionários e manter o Exército.

Não é possível dizer que a nobreza saiu prejudicada por essa centralização, já que o próprio rei era um nobre e para manter o apoio do seu grupo, ele concedia para estes os principais cargos administrativos e militares.

De certo modo, já discutimos um pouco de centralização política no ano passado quando falamos da Expansão Marítima de Portugal e Espanha. Nesse ano, procurei dar destaque para França e Inglaterra. Ambos possuem um ponto em comum na formação dos seus Estados: A Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Tanto na França, quanto na Inglaterra, os reis conseguiram obter o domínio de regiões que pertenciam a senhores mortos na guerra, favorecendo a centralização.

França
Na França, porém, uma vez terminado o conflito, pouco tempo depois outro problema surgiu. A Reforma Protestante. Em pouco tempo, a França encontrou-se dividida entre católicos e protestantes, fato que fez explodir uma guerra religiosa no país. Um dos momentos mais marcantes e dramáticos dos conflitos religiosos foi o massacra da Noite de São Bartolomeu (1572), quando vários protestantes foram mortos por católicos. A França só seria pacificada por Henrique IV com a assinatura do Édito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos habitantes.
O Absolutismo na sua explicação mais comum de "o rei possuí poder para mandar sozinhos" existiu somente na França, principalmente, no reinado de Luís XIV. É muito conhecida uma frase dita por ele: "O Estado sou eu".

Inglaterra
Para a Inglaterra a derrota da Guerra dos Cem Anos trouxe outro conflito: A Guerra das Duas Rosas. As famílias York e Lancaster disputavam o trono inglês e, para resolver a questão, sobe ao poder os Tudors. 
Henrique VIII é o rei mais emblemático da dinastia Tudor. Este rei criou a Igreja Anglicana e rompeu com o papa católico. Além de desfazer suas relações com Roma, o monarca inglês tomou as terras pertencentes a Igreja Católica. Estes campos foram distribuídos, principalmente, para os produtores de lã. Este fato tem o nome de cercamento dos campo. Isto criou algumas condições para a Revolução Industrial no século XVIII.

Bem, por enquanto é isso.

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