terça-feira, 10 de junho de 2014

Turma,
esse parte do trabalho bimestral. 
Coloquem em uma folha separada e me entreguem na semana que vem.
Atenção nas respostas. Eles precisam ser completas e não podem ser copiadas.
Semana que vêm teremos mais questões.
Anotem as dúvidas que surgirem na folha para fazermos a revisão em torno delas na época da AVII.


1) Cite dois fatores do contexto francês que contribuíram para o início da Revolução Francesa.

2) Aponte três medidas adotadas pela Assembleia Nacional Constituinte.
  
3) O que foi a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”?

4) Explicite (cite e explique) duas determinações da Constituição de 1791.

Sobre o período da Convenção, responda:

5) Como ficou conhecido esse período?

6) Quais eram os grupos políticos existentes nesse contexto?

7)  Cite e explique o que foi a Lei do Máximo estabelecida no período jacobino.

8) Escreva em linhas gerais o que foi a Revolução Francesa.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Capítulo 7: "A Independência dos Estados Unidos" (1776)

Turma,
com esse post fechamos a matéria para a AVI
Data: 03/06
Conteúdo: Capítulo 6: "América portuguesa"
                 Capítulo 7: "Independência dos Estados Unidos"

Independência dos Estados Unidos

     Independente de gostarmos dos Estados Unidos ou não, precisamos reconhecer que esse fato histórico foi um dos mais importantes da história mundial. Afinal, estamos falando da primeira colônia do mundo que alcança a independência. Esse feito serviria de exemplo para as demais colônias americanas a buscarem a sua independência de Portugal, Espanha, Holanda ou Inglaterra.
     No distante capítulo 4, estudamos o início da ocupação da América do Norte e vimos que no início da colonização existiam apenas 13 colônias localizadas na região leste do que viria a ser os Estados Unidos. A ocupação e criação dessas colônias foi marcada por grande liberdade política e econômica e pouca interferência da Inglaterra. Porém, fatos ocorridos na Europa mudarão a política inglesa com relação à sua colônia. 
     A Inglaterra vivia a Revolução Industrial e passava também pela Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Esses 2 fatos alteram a relação que os ingleses tinham com os colonos. Por causa da guerra diferentes impostos foram criados para financiar o conflito. Porém, muitos colonos questionavam a criação dessas novas taxas. Seus questionamentos partiam do fato de que eles não estavam presentes, nem foram ouvidos na aprovação e criação desses tributos. O argumento dos colonos era baseada numa antiga tradição do Parlamento inglês onde cada membro tinha direito a um voto. ("um homem, um voto")
      De início, não havia consenso sobre a separação da Inglaterra e no Primeiro Congresso Continental da Filadélfia (1774) não houve menção de separação na Declaração de Direitos enviada ao rei inglês. Pouco efeito surtiu.
   Em 1775, foi reunido o II Congresso Continental da Filadélfia onde haveria a Declaração de Independência em 4 de julho de 1776, escrita por Thomas Jefferson e contendo claras influências do Iluminismo. Aliás, as ideias de John Locke e dos filósofos franceses eram muito conhecidas na colônia inglesa.
    A independência das 13 colônias jogou colonos e ingleses em um longo conflito na América, o que retardaria a redação da Constituição americana, o que aconteceria apenas em 1787. A Constituição também traria influências claras dos ideias iluministas, como a criação de uma república federalista e presidencialista. Quer dizer, as colônias tornaram estados e tinham amplas liberdades para criar leis e impostos, desde que ambos não criassem uma contradição com a Constituição americana (federalismo). Além disso, haveria a eleição para presidente através do voto (presidencialismo) e divisão dos três poderes em Judiciário, Executivo e Legislativo.
      É nesse ponto, contudo, que vemos os limites da Independência (ou Revolução Americana). Ficou estabelecido que o voto não era universal (para todos), criou-se uma restrição para a participação política através do voto censitário. Por causa dele, todos que desejassem votar deveriam antes comprovar renda. (Cuidado: não é a mesma coisa que comprar o direito de votar. A ideia é comprovar que posse recursos.) Com isso, ficavam excluídas parcelas consideráveis da população, como pobres e negros. Aliás, os colonos que lutavam sempre tiveram muito cuidado na condução do processo de luta pela independência para que não houvesse a confusão entre liberdade política e liberdade ampla e irrestrita para todos, para que os escravos se mobilizassem amplamente para dar sim ao escravismo americano.


É isso!

sábado, 17 de maio de 2014

Capítulo 6: "América Portuguesa"

Turma,
começarei a atualizar com o capítulo 6, com o tempo completarei o post com o resto do enorme conteúdo.
Assuntos do capítulo:
1) União Ibérica
2) Brasil Holandês
3) Escravidão
4) Expansão territorial
5) Mineração

União Ibérica (1580-1640)

      A União Ibérica é identificada pelo período que marcou a união entre os dois reinos que forma a Península Ibérica: Portugal e Espanha. Esse período que durou 60 anos foi possível somente porque o rei português, D. Sebastião morreu em batalha no Marrocos sem deixar herdeiros em 1578. Seu corpo nunca foi encontrado. Além disso, as famílias nobres tinham o costume de casar entre si, inclusive a ligação entre a nobreza portuguesa e espanhola vêm de longa data, desde a formação de Portugal como país, no século XIV. Porém, esse episódio da história europeia teve grandes consequências na América. A partir do momento que Portugal passou a ser governada pelo rei espanhol Filipe II, todas as colônias portuguesas tornaram-se possessões espanhola. 
    Havia também naquele contexto um grande combate religioso entre católicos e protestantes. O protestantismo encontrou grande espaço nas regiões da Alemanha, Bélgica e Holanda todas elas regiões controladas (ou parcialmente) pela Espanha. Seguindo a tradição ibérica, Filipe II não tinha qualquer tipo de tolerância com o protestantismo e, por isso, tentou impor a religião católica em todos os domínios. Essa atitude, no entanto, criou um sério e longo conflito com os holandeses, cada vez mais adeptos do calvinismo. E o que isso tudo tem a ver com a América portuguesa?

Bem, os holandeses estavam envolvidos com o comércio de açúcar na Europa há alguns anos e a colônia portuguesa, o Brasil, dava indícios claros de amplo desenvolvimento na produção de açúcar, um dos produtos mais valiosos para época. Os holandeses viram no Brasil uma grande oportunidade para realizar negócios bastantes rentáveis e não se esqueçam, Portugal agora fazia parte da inimiga Espanha. (Espanha e Holanda estavam em guerra desde 1568). Por que não dominar diretamente o centro de produção de açúcar?

(Curiosidade: na verdade, a Holanda se chama Províncias Unidas dos Países Baixos. Contudo, costuma-se chamar o país simplesmente de Holanda porque essa província sempre foi a mais importante política e economicamente.) 

Foi isso que os holandeses tentaram fazer em 1624, na Bahia, mas o sucesso foi temporário e acabaram expulsos. Porém, haveria uma nova tentativa em 1630 e nesse momento, os holandeses vieram para o Brasil e ficaram por um bom tempo.

Brasil Holandês (1630-1654)
Durante esses 24 anos, o nordeste brasileiro esteve sobre domínio holandês. Essa ocupação é dividia em 3 partes.
1a fase: 1630-1637: conflitos de ocupação no Nordeste
2a fase: 1637-1645: domínio consolidado. Mesmo período do governo de Maurício de Nassau.
3a fase: 1645-1654: conflito para expulsão dos holandeses pelos lusos-brasileiros.

      Após a ocupação definitiva dos holandeses no nordeste - que talvez seria muito dificultada sem a ajuda dos índios - era preciso retomar a produção de açúcar, muito prejudicada pelos 7 anos de conflito. A Companhia das Índias Ocidentais (ou WIC = West-Indische Compagnie) financiou a reconstrução e recuperação de vários engenhos e a compra de escravos tanto para holandeses, como para os luso-brasileiros que decidiram permanecer no nordeste. (Sim, mesmo sendo de uma religião diferente, os holandeses não viram nenhum problema em manter o trabalho escravo).
      O Brasil holandês é um período único na história da nossa colonização porque houve alguma liberdade religiosa com o catolicismo (mesmo havendo uma guerra entre Holanda [calvinista] e a Espanha [católica] na Europa por motivos religiosos). Os holandeses permitiram a criação de uma sinagoga (templo religioso dos judeus) em Recife, algo inimaginável antes ou depois da dominação holandesa. Maurício de Nassau, governante enviado pela WIC, realizou uma série melhorias urbanas em Recife e, inclusive, Nassau tinha grande habilidade para se relacionar com holandeses e luso-brasileiro, sendo muito querido por ambos.

     Apesar da aparente tranquilidade, a situação mudou drasticamente nos início dos anos de 1640. O açúcar dava seus primeiros sinais de crise, a Holanda estava envolvida em conflitos com a Inglaterra e por isso, dava menos atenção aos assuntos do Brasil Holandês. Além disso, em 1640, Portugal voltou a ser independente da Espanha e imediatamente inicia o diálogo com a Holanda para a devolução do nordeste brasileiro. Por causa do embate Inglaterra-Holanda e da menor rentabilidade do açúcar, a WIC, resolveu cobrar os empréstimos feitos aos senhores de engenho. Para completar, Maurício de Nassau foi chamado de volta para a Holanda.
Nassau era visto como alguém que defenderia os interesses daqueles envolvidos na produção do açúcar. De fato, Nassau tentou negociar com a WIC a cobrança das dívidas e os próprios senhores de engenho pediam para que ele não partisse do Brasil. Nada surtiu efeito.
     Vários senhores de engenho estavam extremamente endividados e nem que perdessem todas as suas propriedades eles conseguiriam pagar tudo que deviam. O início da guerra da expulsão dos holandeses é explicada em parte, por motivos econômicos, ou seja, pelas enormes dívidas dos senhores de engenho com a WIC.

Resistência Escrava
O contexto do Brasil nessa época favoreceu a fuga de escravos porque as atenções estavam voltadas para o conflito entre holandeses e luso-brasileiros. (Contudo, a fuga de escravos foi muito comum ao longo de toda a existência da escravidão). Além da fuga existiam outros meios de expressar resistência ao trabalho escravo como a negação ao trabalho, o confronto com o senhor ou o feitor ou atos extremos como o suicídio.
É muito comum ressaltar a história do Quilombo de Palmares como um centro de resistência à escravidão no período colonial. Em Palmares eram acolhidos, índios e brancos e acredita-se que toda a produção era feita e consumida no local, havendo também a caça e a criação de animais. Zumbi ficou conhecido como um dos líderes de resistência.
(Estudos recentes encontraram indícios da existência de escravos dentro do Quilombo, contradizendo a versão estudada em muitos livros didáticos e amplamente divulgada em toda a sociedade quando o assunto é Quilombo de Palmares.)

Expansão Territorial e Econômica da colônia
A expansão da colônia (ou interiorização) é uma consequência da União Ibérica. A partir do momento que Portugal faz parte da Espanha, o Tratado de Tordesilhas perde o seu sentido. (Porém, não se esqueçam que delimitar onde começava e terminava os domínios de cada país era extremamente difícil.)
O movimento bandeirante e das entradas tem grande responsabilidade por essa interiorização. Ambas tinham o objetivo de conhecer o território do interior e ocupá-lo (além de procurar OURO). No entanto, elas tinham organizações diferentes.
Entradas: organizadas e pagas pelo reino
Bandeirantes: organizadas por particulares. De maneira autônoma.

Uma das consequência do movimento bandeirante foi o conflito com os jesuítas. A ordem religiosa Companhia de Jesus (dos jesuítas) realizava o trabalho de aldeamento dos índios e, nesses locais, eles tinha contato com o catolicismo e eram convertidos. Contudo, à medida que se interiorizava na colônia tornava-se mais difícil obter recursos e escravos vindos das regiões litorâneas e, por isso, era desejo dos bandeirantes escravizar os índios, algo proibido pela coroa portuguesa. Ocorreram vários conflitos entre bandeirantes e jesuítas ao longo da história colonial do Brasil.

Mineração

A partir da descoberta do ouro na região de Minas Gerais , a coroa portuguesa tentou criar meios de controlar a exploração do metal e garantir rendimentos através das Intendência das Minas e da Casa de Fundição. As Intendências visavam cuidar dos negócios da mineração e Casa de Fundição transformava o ouro em pó ou pepita em barra e, ao mesmo tempo, era recolhido o quinto. A coroa ficava com 20% de todo o ouro entregue para a fundição.

A mineração trouxe algumas novidades para a colônia.
- transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763 - século XVIII)
O que pode ser entendida como um deslocamento da importância política e econômica do Nordeste para o Sudeste.
- aumento da produção de alimentos na região das minas e surgimento de novas áreas de comércio
- maior desenvolvimento da pecuária - favorece a interiorização pelo território da colônia.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Capítulo 5: "A África e o tráfico negreiro"

    Aconselho a leitura completa desse capítulo. Ele é longo e tem muitas informações, mas ajudará vocês entenderem o que vou escrever sobre ele. O capítulo complemente o post. Peço isso porque não terei tempo de escrever tudo.
A escravidão sempre existiu no continente africano, logo não se trata de algo inventado pelos europeus a partir do contato travado com os africanos através da Expansão Marítima para atender aos seus interesses. O modo mais comum de fazer escravos era através dos conflitos tribais, pois os vencedores desses conflitos tinham o direito de escravizar os derrotados.

Portugueses na África
Ao longo da expansão marítima, no século XV, os portugueses estavam interessados em trocar especiarias, ouro e escravos com os africanos. Muito antes de colonizarem o Brasil, os portugueses já compravam escravos para Lisboa e para as ilhas do Atlântico, onjá havia produção de açúcar.
Os portugueses se concentraram na região Congo-Angola. Em geral, os escravos dessa região eram trazidos para o Rio de Janeiro. Por outro lado, na Bahia, os escravos eram provenientes da região onde hoje é a Nigéria.

Escravidão como negócio
Para que o comércio fosse possível era necessário que os próprio africanos e seus governantes estivessem envolvidos na atividade comercial de venda de escravos. Os cativos eram levados em caravanas ao longo de rotas comerciais no interior do território pelos próprios africanos até o litoral para depois serem embarcados para a América ou mesmo Europa. Os europeus não entraram no continente africano por desconhecimento do território e por causa das doenças. 

A venda de escravos para europeus explica, em parte, a formação dos reinos africanos, formados através dos recursos provenientes do comércio, como ouro ou mesmo dinheiro, embora fosse comum também a troca de mercadorias por escravos. Essa prática comercial era interessante para os chefes africanos porque havia interesse por parte deles de obterem produtos que no seu território indicariam distinção social e poder diante dos demais que disputassem o controle do reino. Esse relacionamento com os europeus ajudou a fortalecer os chefes e os reinos que governavam. Além disso, havia também o interesse em formar reinos na tentativa de evitar uma possível escravização que poderia atingir a todos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capítulo 4: América Inglesa

Lembrem-se que a matéria da prova são os capítulos 3, 4 e 5.

    Nesse capítulo 4 é discutida o início da ocupação de colonos vindos da Inglaterra para a América do Norte, região que se tornou os Estados Unidos a partir da sua independência em 1776. Mas antes é importante nos perguntarmos o que levou ingleses a saírem da Europa e se dirigem para a América. O que motivou essas pessoas? Por que fazer uma aposta de uma vida tão arriscada? Podemos destacar alguns fatores.

a) cercamento dos campos no século XVI.
Uma das consequências do rompimento de Henrique VIII com a Igreja Católica para a criação da religião Anglicana foi a confiscação das terras da igreja e consequentemente, a retirada de muitas pessoas que dependiam do campo. Pois, as terras foram destinadas para a produção de lã, produto importante a séculos na Inglaterra. Com isso, diversas pessoas se dirigiam para as cidades porque não havia espaço para elas no campo. No entanto, as cidades não eram capazes de absorver todos. Logo, alguns decidem ir para a América.

b) guerra civil.
Além disso, estudamos no capítulo 3 que houve uma feroz guerra civil entre os ingleses que apoiavam o parlamento e aqueles que defendiam a coroa britânica. Por causa dessa conflito político e pelas perseguições religiosas surgidas a partir da criação do anglicanismo e da entrada dos calvinistas (= puritanos).

13 Colônias
O início da colonização aconteceu apenas na costa leste do país e ao longo do litoral. No início, a ocupação foi muito incentivada por companhias de comércio e posteriormente pela própria coroa inglesa. É muito comum explicar a diferenciação entre colônias do Norte e do Sul. Para entender melhor a colonização dos Estados Unidos é muito útil, porém as oposição feitas não se sustentam quando são realizadas pesquisas históricas. Mas vamos lá.
Norte: colônia de povoamento
Sul: colônia de exploração

Norte: produção de subsistência (pequenas propriedades e de mão de obra livre)
Sul: produção para exportação feita a partir da plantation (produção monocultura, de grande propriedade e mão de obra escrava) em função do pacto colonial.

Porém, como manter esse modelo partindo da ideia que Norte e Sul eram extremamente dependentes uns dos outros. Por exemplo: muitos dos escravos utilizados no sul do país eram comprados pelo norte. Apenas como esse exemplo é possível desfazer esse modelo de explicação Sul / Norte.
Mas enfim...

Outra característica da colonização que deve ser destacada é o comércio triangular, pois vamos precisar dele quando falarmos sobre a independência dos Estados Unidos. Trata-se de um comércio interno entre as próprias colônias do Norte e do Sul e do comércio destas com as Antilhas (= América Central) e a África sem que a Inglaterra tivesse qualquer ganho com isso.

Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

Foi uma guerra que envolveu a França e Inglaterra e o que estava em jogo eram as disputas territoriais na América do Norte entre os colonos franceses e ingleses porque assim como estes, os franceses também ocuparam o norte da América, na região mais ao centro dos Estados Unidos e parte do que hoje é o Canadá. A expansão territorial das 13 colônias ocorreu, em parte, por causa da servidão por contrato, um regime de trabalho comum na ocupação americana. Os colonos viam para a América com tudo pago e trabalhavam até saldar suas dívidas com aqueles que tinha custeado a sua viagem. Ao mesmo tempo esses colonos buscavam fazer algumas economias para quando saldasse suas dívidas pudesse comprar terrenos para a agricultura. Como essa prática se tornou cada vez mais comum, a colonização foi empurrada para dentro do território.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Capítulo 3: continuação

Revolução Industrial

Onde: Inglaterra
Quando: século XVIII

A Revolução Industrial transformou o modo de produção mundial porque apesar de ter iniciado na Inglaterra, logo outros países seguiram o mesmo caminha como a França e posteriormente os Estados Unidos e a Alemanha. A produção que era apenas artesanal começa a passar por um processo industrial, mesmo que tímido. Além de transformar o modo de produzir, essa revolução mudará o modo como as pessoas consumirão os produtos e afetará as relações entre as pessoas, trazendo novos problemas para a sociedade. 
Até o século XVIII todo o processo produtivo era feito por famílias e o produto final era vendido para, em grande parte, cobrir os custos da produção. No entanto, a partir do século XVIII, as máquinas começam a fazer parte do processo de produção e, com isso, é possível produzir mais e com menos gente aumentando, assim os lucros. Na verdade, isso é muito mais um realidade do século XIX e XX, mas tudo começou no XVIII. 
A Revolução Industrial foi abastecida com ferros e carvão, duas matérias-primas em abundância no território inglês. Ferros para as máquinas; carvão para alimentá-las. Não são máquinas elétricas como conhecemos hoje, mas máquias movidas a vapor proveniente da queima do carvão. Além de ter matéria-prima, a Inglaterra contava também com uma burguesia enriquecida e disposta a fazer a fazer essas inovações e grande disponibilidade de mão de obra que acabou formou a classe a operária.

E como eram as condições de trabalho nas fábricas do XVIII? As piores possíveis.
Não existiam leis de proteção ao operário nessa época. Por isso, garantias como férias remuneradas, décimo terceiro salário, descanso remunerado, dentre vários outros aspectos simplesmente não existiam. Eram comuns a jornadas de 14 e 16 jornadas, os baixíssimos salários e os acidentes constantes. Inclusive, era muito comum o uso do trabalho feminino e infantil buscando pagar menos para as mulheres e ter menos problemas de contestação pelas crianças.


Escrevi bem pouco sobre a 2a parte do capítulo 3. Olhem o caderno também.

Capítulo 3: Revoluções na Inglaterra

70% da AV2 é só esse capítulo. Olho nele.

   No capítulo 1 e 2 estávamos discutindo o Absolutismo (concentração do poder em torno do rei) e o Iluminismo, uma corrente filosófica do século XVIII que repensa a questão de como o poder deve ser exercido pelos soberanos. Parte do capítulo 3 é uma exemplificação do que estudamos no capítulo 1. 
Jaime I, da dinastia Stuart, pretendia fortalecer os poderes dos reis (o absolutismo) e consolidar a religião criada por Henrique VIII, o Anglicanismo. 
  A sociedade inglesa estava dividida religiosa (católicos, puritanos = calvinistas e anglicanos) e politicamente, partidário do rei e partidários do fortalecimento do Parlamento.  Ao contrário do que acontecia na Europa continental, desde 1215 com a assinatura da Magna Carta, os reis ingleses tinham seus poderes de alguma forma limitado. O Parlamento existe desde essa época, mas tinha um caráter apenas de consulta  do monarca e era formado por tempo temporário. Certas atitudes, no entanto, precisavam ser discutidas no Parlamento inglês, como aumentos de impostos e declarações de guerra. Jaime I tenta passar por cima dessa tradição visando diminuir o poder do Parlamento. Porém, o efeito é o inverso. As tensões entre o rei Jaime I e o Parlamento são tão intensos e acabam com a força do monarca, forçando-o a abdicar do trono (sair do poder em favor do seu filho, Carlos I).
    Mesmo assim, as tensões continuaram aumentando até explodir uma guerra civil entre os favoráveis ao monarca (os Cavaleiros) de um lado, e os apoiadores do Parlamento do outro (os Cabeças Redondas) a partir do momento que o rei Carlos I ordenou o fim do Parlamento (1649) por não atender seu pedido de novos recursos para os conflitos na Escócia. Esses dois grupos se enfrentavam pelas ruas de Londres aumentando o número de mortos nesse conflito político. No fim dessa guerra civil o rei Carlos I foi capturado e decapitado. Com isso, tem início o breve período republicano na Inglaterra chefiado por Oliver Cromwell.

1651: Ato de Navegação. 
Foi um documento elaborado na época da República ainda sobre liderança de Cromwell. Segundo essa ato, todo o comércio feito com a Inglaterra deveria ser transportado em navios ingleses. Isso ajudou muito no desenvolvimento da marinha inglesa, tornando-a a mais poderosas nas águas no século seguinte.

Não pensem que a questão política foi resolvida com a decapitação do rei e a criação da república. As opiniões ainda eram muito radicais em consequência da guerra civil travada poucos anos antes e para tentar controlar a situação Cromwell governou de modo muito autoritário, decretando inclusive o fechamento do Parlamento em 1653. Mais uma vez os ânimos se exaltaram e a república na Inglaterra não durou muito tempo para chegar ao fim após a morte de Cromwell. 

1669: fim da república e volta da monarquia com Carlos II da dinastia Stuart.

Revolução Gloriosa
     Se antes o problema era o autoritarismo de Cromwell agora com o retorno da monarquia o problema volta a ser as pretensões absolutista de Carlos II e depois de Jaime II. Além disso, ambos os reis eram católicos e pouco simpáticos ao anglicanismo. Apesar de tudo, não havia muito interesse em nenhum dos dois lados em outra guerra civil  travada pouco anos antes. Outro conflito daqueles traria desgastes econômicos, políticos e sociais. Esperava-se também que a questão religiosa seria resolvida com a passagem do trono de Jaime II para sua filha protestante Maria Stuart. Porém, o rei teve mais filho e a sucessão deixaria de ser Maria e passaria para seu novo herdeiro...católico.
     Para manter a linha de sucessão Guilherme de Orange (da Holanda) e sua mulher Maria Stuart tomam o poder de Jaime II. Nessa época é assinado também a Declaração de Direitos (Bill of Rights). De acordo com esse documento, o Parlamento estabelece limites claro e definidos para autoridade dos reis ingleses e acaba de vez com as pretensões absolutistas porque o sistema de poder passa a ser a monarquia parlamentarista. Isso quer dizer que os reis continuam existindo, mas quem decide os assuntos do país é o Parlamento.

continua...