quinta-feira, 29 de maio de 2014

Capítulo 7: "A Independência dos Estados Unidos" (1776)

Turma,
com esse post fechamos a matéria para a AVI
Data: 03/06
Conteúdo: Capítulo 6: "América portuguesa"
                 Capítulo 7: "Independência dos Estados Unidos"

Independência dos Estados Unidos

     Independente de gostarmos dos Estados Unidos ou não, precisamos reconhecer que esse fato histórico foi um dos mais importantes da história mundial. Afinal, estamos falando da primeira colônia do mundo que alcança a independência. Esse feito serviria de exemplo para as demais colônias americanas a buscarem a sua independência de Portugal, Espanha, Holanda ou Inglaterra.
     No distante capítulo 4, estudamos o início da ocupação da América do Norte e vimos que no início da colonização existiam apenas 13 colônias localizadas na região leste do que viria a ser os Estados Unidos. A ocupação e criação dessas colônias foi marcada por grande liberdade política e econômica e pouca interferência da Inglaterra. Porém, fatos ocorridos na Europa mudarão a política inglesa com relação à sua colônia. 
     A Inglaterra vivia a Revolução Industrial e passava também pela Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Esses 2 fatos alteram a relação que os ingleses tinham com os colonos. Por causa da guerra diferentes impostos foram criados para financiar o conflito. Porém, muitos colonos questionavam a criação dessas novas taxas. Seus questionamentos partiam do fato de que eles não estavam presentes, nem foram ouvidos na aprovação e criação desses tributos. O argumento dos colonos era baseada numa antiga tradição do Parlamento inglês onde cada membro tinha direito a um voto. ("um homem, um voto")
      De início, não havia consenso sobre a separação da Inglaterra e no Primeiro Congresso Continental da Filadélfia (1774) não houve menção de separação na Declaração de Direitos enviada ao rei inglês. Pouco efeito surtiu.
   Em 1775, foi reunido o II Congresso Continental da Filadélfia onde haveria a Declaração de Independência em 4 de julho de 1776, escrita por Thomas Jefferson e contendo claras influências do Iluminismo. Aliás, as ideias de John Locke e dos filósofos franceses eram muito conhecidas na colônia inglesa.
    A independência das 13 colônias jogou colonos e ingleses em um longo conflito na América, o que retardaria a redação da Constituição americana, o que aconteceria apenas em 1787. A Constituição também traria influências claras dos ideias iluministas, como a criação de uma república federalista e presidencialista. Quer dizer, as colônias tornaram estados e tinham amplas liberdades para criar leis e impostos, desde que ambos não criassem uma contradição com a Constituição americana (federalismo). Além disso, haveria a eleição para presidente através do voto (presidencialismo) e divisão dos três poderes em Judiciário, Executivo e Legislativo.
      É nesse ponto, contudo, que vemos os limites da Independência (ou Revolução Americana). Ficou estabelecido que o voto não era universal (para todos), criou-se uma restrição para a participação política através do voto censitário. Por causa dele, todos que desejassem votar deveriam antes comprovar renda. (Cuidado: não é a mesma coisa que comprar o direito de votar. A ideia é comprovar que posse recursos.) Com isso, ficavam excluídas parcelas consideráveis da população, como pobres e negros. Aliás, os colonos que lutavam sempre tiveram muito cuidado na condução do processo de luta pela independência para que não houvesse a confusão entre liberdade política e liberdade ampla e irrestrita para todos, para que os escravos se mobilizassem amplamente para dar sim ao escravismo americano.


É isso!

Nenhum comentário:

Postar um comentário