segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Unidade 6 - A Europa do século XIX - Cap. 1 - A Europa em ebulição

Oi turma
essa é a primeira parte do conteúdo da av1.
Escrevei apenas o estará na prova. Tudo bem?

Após estudar o Primeiro Império no Brasil, voltamos para a Europa em 1815 na Congresso de Viena para conhecer os acontecimentos seguintes às ações napoleônicas. E por que falo isso?
    Porque o Congresso de Viena realizado naquele mesmo ano foi uma reunião dos reinos absolutistas para fazer a restauração política. Uma tentativa fazer sobreviver aquele mundo que existia antes da Revolução Francesa inicia em 1789. As ideias revolucionárias francesas começaram a circular por toda a Europa e de modo muito mais intenso após as invasões napoleônicas aos reinos vizinhos. Não se esqueçam que as ideias de Revolução Francesa são pensamentos que entram em confronto direto com o Absolutismo e o Antigo Regime, ou seja, do poder ilimitado dos reis e uma sociedade dividida em ordens e sem direitos individuais. 
Apesar do desejo das monarquias absolutistas de retornar ao absolutismo clássico houve a convivência com as novidades implantadas a partir da Rev. Francesa, como a adoção de Constituições que limitavam os poderes dos reis em alguns reinos, alguns direitos sociais e políticos aos cidadãos.

Durante o 2° bimestre estudamos a transição do século XVIII para o XIX. A partir de agora entraremos definitivamente no século XIX. Um momento que surgem várias novas ideias, dentre elas o liberalismo. E o que quer dizer liberalismo? É uma ideia que defende a autonomia (a separação) entre o indivíduo e o Estado. Podemos dividir o liberalismo em dois:

liberalismo político: aborda, por exemplo, as representações políticas e formações democráticas, como a formação de partidos, as eleições e a eleição para o Congresso. (conversamos sobre isso durante as aulas de Revolução Francesa)
liberalismo econômico: defende o direito da propriedade privada e prega a liberdade econômica = livre comercialização entre os países, livre produção de mercadorias, fim de barreiras protecionistas para a livre concorrência e ausência de qualquer intervenção ou regulamentação na produção de mercadorias pelo Estado.

O liberalismo é uma das ideias que surgem ao longo do XIX. Outra ideia muito importante que ganhará força no XIX será o nacionalismo.
Elaboramos em sala uma breve definição sobre nação e nacionalismo. Chegamos a conclusão que a nação comporta um grupo de pessoas que compartilham o mesmo território, com referências culturais e um passado em comum. O nacionalismo, por sua vez, é a afirmação do sentimento de pertencer a um determinado país e ao mesmo definir aqueles que não fazem parte da nação. (Vejam a página 147)

Estudamos isso na prática através da unificação da Itália e da Alemanha. Até o século XIX ambos os países eram formados por diversos reinos diferentes e em cada um deles um desses territórios teve grande importância para unificação dos países, como o Piemonte na Itália e a Prússia na Alemanha. Em meados de 1870 a unificação de ambos sobre um mesmo território com a mesma língua, leis e moeda estava concluída. E qual o objetivo da unificação de ambos? O desenvolvimento industrial e econômico. Até então a fragmentação política dificultava o desenvolvimento econômico das regiões em função da diversidade de leis e impostos até então existentes. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Unidade 5 - capítulo 2 - A Independência e o Primeiro Reinado

Olá olá olá turma
Esse é pra fechar o conteúdo, hein.
Bora!

Queridos alunos,
a nossa história tomou um rumo diferente a partir da Revolução Liberal do Porto (em Portugal) no ano 1820. A ideia desse movimento para Portugal era criar uma monarquia constitucional e, com isso, reduzir os poderes do rei. Por outro lado, para o Brasil, o objetivo desse movimento era torná-lo novamente uma colônia e restabelecer o pacto colonial. Em outras palavras, desfazer a elevação de colônia para reino que vimos e fechar os portos novamente.
Ocorreram debates intensos entre portugueses e brasileiros nas Cortes, em Portugal, para decidir o futuro dos portugueses, assim como do Brasil. Essa disputa se estenderia até a convocação de retorno para Portugal do regente d. Pedro e, assim, possibilitar o projeto de recolonização do Brasil. Diante dessa exigência e motivados pelos ganhos obtidos a partir da abertura dos portos, a elite colonial brasileira se mobilizou para pedir a permanência de d. Pedro. Essa organização deu origem ao que ficou conhecido como o Dia do Fico e pouco tempo depois o regente adotou uma série de medidas que beneficiavam o Brasil como a expulsão das tropas portuguesas, a exigência de aprovação regencial de decretos vindos da corte (o Cumpra-se), assim como a convocação de uma Assembleia Constitucional Nacional.
Quando a notícia chegou em Portugal as Cortes reforçaram a exigência de retorno de d. Pedro e anulação de todas as medidas dele. As novas ordens portuguesas chegaram ao Brasil em setembro e foram recebidas por d. Pedro em 7 de setembro de 1822. Ao recebê-las, o regente declara a separação de Brasil e Portugal.
Lembrem-se que isso não foi um processo pacífico e foram registrados vários conflitos entre aqueles que apoiavam a separação com Portugal e os contrários ao rompimento de laços. Esses confrontos ficaram conhecidos na História do Brasil como "Guerras de Independência".
Após esses confrontos, com vitória para a separação política de Portugal, era necessário elaborar uma Constituição para a nova nação da América.  
A primeira Constituição foi redigida em 1823, mas não foi aceita por d. Pedro por limitar os seus poderes. Por isso, o texto foi desconsiderado, a Assembleia Constituinte foi fechada e uma nova redação do texto foi feita. Em 1824, foi outorgada (imposta) a primeira Constituição do país. Ela estabelecia eleições indiretas, criava o voto censitário e divida os poderes em três, mas com uma novidade. Criou-se o poder Moderador de uso exclusivo do imperador e que concedia o direito de intervenção em todos os demais poderes...(legislativo, executivo e judiciário, só pra lembrar! : P)
O fato da Constituição ter sido imposta criou a primeira desavença entre o Imperador d. Pedro I e parte das elites locais que desejavam ter maior liberdade de decisão e ter menor interferência das decisões e vontades do Rio de Janeiro. Esse descontentamento deu origem à Confederação do Equador que rejeitou a posição de d. Pedro I de anular a Constituição e os estados de Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí declararam-se separados do Brasil. Em pouco tempo, o movimento foi duramente reprimido pelas tropas brasileiras.
Pouco tempo depois o Brasil envolveu-se na Guerra da Cisplatina (1825) contra o Uruguai que lutava pela sua independência. Este conflito reverteu-se em altos gastos para o Império. No cenário daquele momento desenhava-se um crise econômica por causa dos gastos de guerra e um governo considerado autoritário e centralizar por certos setores da elite. Vemos, então, um gradual tensionamento político entre o Imperador e a população. 
Adicione-se a isso a questão de sucessão em Portugal. Com a morte de d. João VI abriu-se a disputa por quem ocuparia o trono português e se obedecesse às sucessões dinásticas, seria ocupado por d. Pedro, o Imperador do Brasil. Porém, a grande questão é que nossa independência era muito recente e a possibilidade de nova união com Portugal era grande. Logo, o envolvimento do imperador com a questão de sucessão, assim como seus fortes relacionamentos com portugueses, tornou-se mais um motivo de distanciamento entre ele e a elite. 
O auge do tensionamento político ocorreria em abril de 1831 quando houve o enfrentamento da população nas ruas do Rio de Janeiro entre aqueles que exigiam a abdicação do imperador e os favoráveis a continuação de seu reinado. 
Em 7 de abril de 1831 d. Pedro I anuncia sua abdicação em favor de seu filho, d. Pedro II. No entanto, o novo imperador era extremamente jovem e contava com apenas 5 anos. Por isso, teve início na História do Brasil o período da Regência.

Até breve!

domingo, 28 de junho de 2015

Unidade 5 - Capítulo 1 - A corte portuguesa no Brasil

Oi oi oi oi oi
Essa é a primeira parte do conteúdo para a nossa av2. Considero-a mais fácil em relação ao Primeiro Reinado, estudem bem essa parte para garantir algumas questões.
Vamos lá!

Vimos a várias semana atrás o que levou a família rela portuguesa trazer toda a sua corte para o Brasil. Esse fato histórico está inserido no contexto das guerras napoleônicas e a não adesão de Portugal ao Bloqueio Continental, imposição de Napoleão Bonaparte que desejava impedir o comércio entre o continente europeu e a Grã-Bretanha. Em razão disso, a França invadiu Portugal. Porém, já haviam negociações secretas entre ingleses e portugueses para transferir a corte para o Brasil. E foi o que ocorreu em novembro de 1807 quando a família real deixou Lisboa em direção à principal colônia portuguesa com a ajuda e proteção da marinha inglesa.
A corte chegaria em Salvador no início de 1808. Em poucos dias foi decretado, por d. João VI, a abertura dos portos para o comércio com as nações amigas. Na prática, estamos falando da Grã-Bretanha. O que essa medida traz como consequência é o fim do pacto colonial. Quer  dizer que a partir desse momento o suposto monopólio entre colônia e metrópole não existe mais. Já conversamos sobre isso algumas vezes. 
Além disso, ainda em 1808, d. João VI liberação a criação de manufaturas na colônia com o objetivo de aumentar a atividade produtiva e comercial. No entanto, esse desenvolvimento foi limitado pela abertura dos portos que possibilitou a forte entrada de produtos ingleses e, consequentemente, forte concorrência.
Em 1810, foram estabelecidos diversos tratados com a Grã-Bretanha e um deles firmava diferentes impostos alfandegários com os países que o Brasil comercializava. O acordo comercial concedia taxas menores para os produtos ingleses, em segundo lugar para os produtos portugueses e uma taxa maior para os demais países.
Contudo, não foram apenas transformações de teor econômico que ocorreram na colônia. D. João VI adotou várias medidas para adaptar o Rio de Janeiro aos hábitos da corte europeia e para modernizá-la, como a criação da Real Biblioteca (originou a Biblioteca Nacional), o Museu Nacional, a Imprensa Régia (permitiu a impressão e circulação de livros e jornais), o Jardim Botânico, criação do Banco do Brasil, a criação da Casa da Moeda (para a impressão de dinheiro), dentre outras.
Outra grande novidade ocorrida no Brasil aconteceria em 1815, quando d. João VI tornou a colônia em um reino em razão da participação de Portugal no Congresso de Viena. As monarquias conservadoras participantes da reunião não aceitavam a participação dos portugueses enquanto d. João VI estivesse na colônia e não no reino. A solução do rei foi tornar o Brasil um reino, igual a Portugal.

O que nós temos que perceber é que a vinda da família real para o Brasil trouxe muitas mudanças para a nossa história. Depois disso o Rio de Janeiro, e não mais Lisboa, tornou-se a sede da monarquia e o centro de poder e decisões do império português, o pacto colonial foi extinto com a abertura dos portos, deixamos de ser uma colônia após a elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal. Assim como várias medidas transformadoras foram tomadas pelo regente e depois rei d. João VI, como o Jardim Botânico, a Casa da Moeda, o Banco do Brasil, a Real Biblioteca, dentre outras.

Por hora fico por aqui.
Até

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Unidade 4 - Capítulo 2 - Independência na América espanhola

Turma,
esse post fecha a av1: Unidade 4 - capítulos 1 e 2.

Qual o contexto no qual estudamos a independência dos vice-reinos que formavam a América espanhola? Precisamos lembrar que essa história se passa no início do século XIX. Nesse momento temos as ideias iluministas de liberdade e igualdade mais discutidas do que nunca ao longo da Revolução Francesa, a revolução em si e a Independência das 13 Colônias (Estados Unidos) que serviam como um exemplo. Afinal, foi a primeira colônia do mundo a romper relações com a metrópole.
Não podemos esquecer também das invasões napoleônicas que altera todo o poder por toda a Europa, inclusive na Espanha, aonde o rei da dinastia Bourbon é deposto. Aliás, muitos colonos rejeitam o novo rei por não considerá-lo legítimo.

Sociedade colonial
 E como era a dividida essa sociedade? A elite colonial era composta pelos chapetones (nascidos na Espanha, mas que viviam na América) e os criollos, os nascidos na própria colônia. Haviam ainda os mestiços, os indígenas e um pequeno número de escravos. No entanto, foram os criollos que conduziram o processo de independência, iniciado em 1810, no México.

Pan-americanismo
Símon Bolivar, um dos principais líderes da independência das colônias que fizeram a sua independência, defendia a união desses novos países com o objetivo de fortalecer as diferentes regiões e fortalecê-la. Tal ideia não se sustentou por muito tempo em razão das rivalidades entre os países e porque cada elite criolla desses países desejava que seus próprios interesses fossem atendidos.

Doutrina Monroe
Por fim, a Doutrina Monroe, conhecida como "América para os americanos". O que isso quer dizer? Os Estados Unidos desejavam reduzir a influência dos países europeus na América e aumentar a sua própria influência e e os seus interesses na região. Afinal, o Brasil e os demais países tem uma ligação muito mais próxima com suas antigas metrópoles e a Inglaterra do que com os Estados Unidos.

Unidade 4 - Capítulo 1 - Levantes coloniais nas Américas

Oi gente!
Seguinte, essa é a primeira parte da matéria.
Nessa parte vimos o Haiti e as Conjurações.

Revolta de São Domingo (Haiti)

São Domingo era a principal colônia francesa, possuía extensas propriedades produtoras de açúcar e café com enorme uso do trabalho escravos. A revolta foi desencadeada no contexto do Iluminismo, da Revolução Francesa que discutem as ideias de liberdade e igualdade e da era Napoleônica. Em 1791, foram registrados os primeiros confrontos entre escravos e seus senhores e nesse momento havia o interesse em aplicar a "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" em São Domingos restrita apenas à França, reivindicavam a abolição da escravidão, buscavam ter representantes na metrópole (França) e igualdade nos direitos políticos.
Em 1802 houve a intensificação nas lutas porque houve o restabelecimento da escravidão no período do governo de Napoleão Bonaparte, anteriormente abolida no período dos Jacobinos durante a Revolução Francesa. Isso daria início ao desejo de independência e para combater os revoltosos foram enviadas tropas francesas para a ilha. Porém, mesmo assim, em 1804, foi proclamada a República do Haiti.

E no Brasil? O que ocorria?

Tivemos as Conjurações. Elas estão dentro de um contexto de crise do sistema colonial no Brasil marcado pela crise econômica em Portugal e o declínio da mineração, fato que reduzia a arrecadação dos impostos. Não se esqueçam que nesse momento, transição do século XVIII para o XIX, as ideias de liberdade e igualdade passam a circular também nas Américas e tais concepções influenciaram também as conjurações.

Conjuração Mineira (1789)
Nesse contexto de queda de arrecadação de impostos e queda da mineração aumentou o déficit de tributos que deveriam ser coletados. Nesses casos, era decretada a derrama. Essa forma de tributação era cobrada à força para completar o que era devido pelas pessoas.
Diante dessa situação um grupo de pessoas da elite colonial composto por magistrados (juízes), religiosos, negociantes, dentre outros organizaram uma insurreição contra o governo português. 
E quais eram as suas aspirações? O que queriam com esse movimento?
- perdão das dívidas
- instalação de manufaturas
- fundação da universidade de Vila Rica
dentre outros

A ação foi marcada para o dia da decretação da derrama pelo governador. Porém, o levante foi denunciado por um dos próprios conspiradores em troca do perdão de suas dívidas pessoais. O governador suspendeu a derrama e ordenou a prisão de todos os envolvidos. Muitos foram presos ou condenados ao degredo para Angola e o único morto do movimento foi Joaquim da Silva Xavier (Tiradentes) que sofreu o que se chamava d castigo exemplar para servir como exemplos para outros que planejassem ações semelhantes.

No caso desse movimento temos substituído o termo "Inconfidência" por "Conjuração". Inconfidente era o termo utilizado na época, no século XVIII e XIX, para denominar esse levante para passar a imagem de "traidores do rei". Por outro lado, o termo "conjuração", como vimos em sala, são aqueles que conspiram contra uma autoridade. A diferença é que ao contrário de "inconfidência" o termo "conjurado" não tem um juízo de valor (um julgamento) que condena o movimento .

Conjuração Baiana ou Conjuração dos Alfaiates (1798)
Esse movimento possuí uma característica muito mais popular do que a Conjuração Mineira, seja a partir do perfil social dos seus participantes ou de suas reivindicações, como o fim da escravidão (não defendida pelos conjurados de Minas), a liberação comercial, redução dos preços de alimentos e a proclamação da república.
Assim, como na conjuração mineira havia forte presença das ideias de liberdade e igualdade. No entanto, esse levante teve o mesmo desfecho que a conjuração mineira. Seus adeptos foram presos, alguns escravos foram açoitados, outros participantes foram degredados e, por fim, alguns sofreram o castigo exemplar.

A repressão nesse movimento foi mais implacável pelo medo que as elites coloniais tinham de que movimentos semelhantes (uma revolta de escravos) ao do Haiti acontecessem no Brasil.

É isso!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Unidade 3 - Capítulo 2 - A Era de Napoleão

Oi turma,
Revolução Industrial e a Era de Napoleão são os nossos conteúdos para a av2.
A Unidade 3 é bem mais fácil do que as outras 2 anteriores. Acredito que a prova será melhor também :)

Vamos sair da Inglaterra e sua Revolução Industrial e voltamos para a França, país que vivia os momentos finais da Revolução Francesa. Sairemos do XVIII e estudaremos os primeiros anos do século XIX: Era de Napoleão (1799-1815)

Napoleão Bonaparte começou a despontar como um bom militar ainda nos primeiros anos de Revolução Francesa quando travou batalhas contra as monarquias absolutistas como a Prússia e a Áustria. O constante sucesso nas batalhas desde 1793, deu a ele, prestígio entre militares e políticos. Em 1798, Bonaparte parte para expedição no Egito com o objetivo de cortar a comunicação da Inglaterra com a Índia, sua colônia, através do Egito. A dificuldade nesse campanha faz que o Napoleão volte para Paris. Pouco tempo depois seria articulado o Golpe do 18 Brumário que o levaria ao poder.

O golpe deu fim ao Diretório e iniciou-se o Consulado que seria formado por 3 cônsules e o principal deles seria Napoleão Bonaparte. Porém, rapidamente o militar tornou-se o único cônsule.
A partir disso, Napoleão tomou uma série de medidas para desenvolver a França, como a criação do Banco da França (em 1800) que criaria a moeda francesa chamado de franco e garantiria a cobrança regular de impostos para equilibrar as contas do país. Ainda durante o Consulado, Bonaparte garantiria as conquistas sociais obtidas durante a Revolução Francesa como a igualdade perante à lei, abolição de privilégios para clero e nobreza, igualdade de impostos, direito à propriedade privada, dentre outros. Por fim, o governo de Napoleão fez grandes investimentos em obras de infra-estrutura, como portos, pontes e estradas para melhorar a circulação das mercadorias francesas, dar maior crescimento econômico e alavancar a industrialização. Entenda como entrar também na Revolução Industrial.

Nesse meio tempo, em 1804, os deputados da Assembleia Nacional votaram pela criação do Império, confirmado pouco tempo depois por uma consulta popular (plebiscito). Por isso, a França deixou de ser uma República e tornou-se Império e seu imperador seria Napoleão I.
Ao mesmo tempo que Napoleão Bonaparte busca desenvolver as indústrias francesas, a Inglaterra já estava nesse processo a mais tempo e conseguia comercializar com suas colônias e os países vizinhos europeus. A rivalidade que surgirá entre França e Inglaterra é, principalmente, motiva por disputa por mercados consumidores. 
Ainda nesse contexto Napoleão Bonaparte levaria o exército francês para praticamente toda a Europa Ocidental, derrubaria as monarquias absolutistas, estabeleceria regimes políticos constitucionais e aboliria privilégios nobres e cleros. Isso quer dizer que o militar francês espalhou pelo uso da força militar os ideias da Revolução Francesa de liberdade e alguma igualdade. Apesar disso, não podemos acreditar que os povos dos países invadidos vissem isso com bons olhos porque os exércitos entravam para ficar e é nesse momento que começa a se desenvolver com mais força o sentimento de nacionalismo nas regiões invadidas. 
A expansão dos domínios franceses foi barrada apenas na Inglaterra, na Batalha de Trafalgar, em 1805.
(Revejam o mapa da página 71 - Império Napoleônico em 1812)

Nesse momento ficou claro para Napoleão que derrotar a Inglaterra não seria simples. Por isso, foi elaborado o Bloqueio Continental (1806) para tentar sufocar a economia inglesa. O bloqueio determinava a proibição do comércio entre o continente europeu e a Inglaterra. Essa medida traria vários consequências para vários países. Portugal, por exemplo, precisou escolher entre cortar relações com a Inglaterra e deixar o Brasil sem qualquer proteção contra os ingleses e poderia perder sua principal colônia ou manter as relações comerciais com a Inglaterra e ter o seu território invadido pelo exército francês. O príncipe regente português adiou o quanto pode a decisão, mas acabou optando pela Inglaterra e transferiu a corte para o Brasil e Portugal caiu sob domínio francês. 
A Espanha também foi invadida, o rei foi depostos e em seu lugar Napoleão colocou seu irmão Francisco. Porém, na América, houve desdobramentos (consequências) políticas já que a grande maioria das colônias eram espanholas e não reconheciam o novo rei. Uma boa justificativa para buscar a independência.
A Rússia seguiria o mesmo caminho e romperia com o Bloqueio Continental e também precisou enfrentar o exército francês. Contudo, a campanha militar contra os russos em 1812 foi muito mais complexa em razão da enormidade do território russo e da entrada do extremamente rigorosos inverno russo. A derrota francesa foi desastrosa e debilitou as forças militares do país, encorando as monarquias absolutistas como o Império austríaco, a Prússia, a Rússia e a Inglaterra formarem uma coligação contra a França, fato geraria mais uma derrota, a retirada de Napoleão Bonaparte do poder e sua prisão. Em seu lugar, foi posto Luís XVIII, irmão de Luís XVI, o rei guilhotinado.
Bonaparte escreveria mais um breve capítulo dessa história com o Governo dos Cem Dias (1815) ao fugir da ilha de Elba (sul da França) e voltar para Paris com exército ao seu lado. No entanto, a Batalha de Waterloo colocaria fim definitivo ao seu governo. 

Congresso de Viena (1815)
Reúne as monarquias absolutistas (Império austríaco, a Prússia, a Rússia) mais a Inglaterra e estabelece:
- retorno das dinastias depostas pelo avanço dos exércitos franceses
- retorno do absolutismo
- restabelecimento das fronteiras europeias ao traçado original anterior às invasões
- criação da Santa Aliança para combater movimentos parecidos com o da Revolução Francesa.

Unidade 3 - Transformações em marcha - Capítulo 1 - Revolução Industrial

Turma,
essa é a primeira parte do conteúdo. Esse capítulo não é complicado.
O livro também é uma boa opção.

Naquela aula sobre a Revolução Industrial montamos um quadro comparativo entre a produção de mercadorias no artesanato e nas manufaturas. Revejam o caderno porque refazer aquilo aqui não ficará bom.

De modo geral, o que vimos no artesanato é que o artesão tem o controle de todas as etapas das produção, é dono das ferramentas e do próprio produto, o trabalho é extremamente manual, desenvolvido em ambiente doméstico e há o controle do ritmo de trabalho. A produção é baixa, o preço é estabelecido pelo artesão e a venda das mercadorias é feita diretamente por ele.

Na manufatura há algumas mudanças. 
A mão de obra dos artesãos é contratada, eles recebem a matéria-prima para o trabalho, o tempo de trabalho não é mais controlado por ele e a produtividade é determinada por outros. A produção é feita em etapas, por diferentes pessoas e o produto final, assim como o preço, são estabelecidos pelo proprietário.

O que vimos nesse capítulo é o processo de industrialização das atividades de produção de um produto. A indústria é responsável por transformar a matéria-prima em mercadoria e a industrialização é justamente o desenvolvimento econômico baseada na produção industrial. Acrescentaria também que é a aplicação de máquinas no processo produtivo. (Ver box "Explore" - página 58)

Nesse momento, quando pensamos em Revolução Industrial devemos pensar na Grã-Bretanha. (Escreverei Inglaterra a partir daqui) e no século XVIII. Agora já lembramos de onde e de quando estamos falando.

Porque a Inglaterra foi o primeiro país a dar a largada na Revolução Industrial? Existiram algumas condições para isso.

1) "Rainha dos Mares": Por ser uma ilha, a Grã-Bretanha precisava obrigatoriamente desenvolver a sua navegação para realizar trocas comerciais seja na Europa, seja nas colônias que possuía. 

2) Ambiente político favorável: Enquanto a França viveu um conturbado processo revolucionário no final do século XVIII, a Inglaterra já havia resolvido suas questões políticas no século XVII, com a Revolução Gloriosa, ao limitar extremamente a poder do rei inglês.

3) Questão cultural: A religião puritana (calvinista) incentiva o trabalho e o lucro.

4) Grupos sociais empreendedores: Burguesia e nobreza. 

Além dessas condições havia a disponibilidade de mão de obra e de matéria-prima.
cercamento dos campos: (Isso não é novidade porque já vimos isso algumas vezes.) 
A Inglaterra tinha uma longa tradição no comércio de lã e criação de ovelhas. Os cercamentos dos campos transformam a produção na zona rural porque aqueles campos que eram de uso comum entre os camponeses tornam-se propriedade privada de alguém. Portanto, não haveria terra para todos e os nobres também não usariam todos os camponeses nos seus campos. Por isso, muitos saíram dos campos para as cidades, aumentando a disponibilidade de mão de obra para as manufaturas e outros foram para as 13 Colônias.
Além disso, havia a disponibilidade de ferro e carvão na própria Inglaterra. O ferro usado para as máquinas e o carvão para movê-las.

Esse processo de industrialização promovido pela Revolução Industrial trouxe consequências como a evidente transformação da produção, o consequente aumento de produção e redução de custos porque com a introdução de algumas máquinas era possível produzir mais e com menos trabalhadores.
Houve também o desenvolvimento mais evidente do capitalismo, denominado nesse momento de capitalismo industrial, baseado na acumulação de capital e na livre concorrência entre os produtores. 
Novos protagonistas entram em cena, como o operário (ou proletário) que vende a sua força de trabalho em troca de um salário, ele não detém nenhum meio de produção (como as ferramentas, máquinas e matéria-prima) ao contrário do que havia nos modo de produção artesanal e um pouco nas manufaturas. Por fim, não é ele quem determina o ritmo de trabalho, nem as horas trabalhadas. Como os direitos trabalhistas eram inexistentes nesse momento as jornadas de trabalho poderiam atingir 10, 12, 14 ou até mesmo 16 horas. A decisão da quantidade de horas trabalhadas ficava a critério dos proprietários, conhecidos como os burgueses. As poucas fábricas existentes eram locais pouco espaçosos e os acidentes de trabalhos constantes. O uso do trabalho infantil e feminino era comum para reduzir os salários e aumentar os lucros.