segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Unidade 8 - cap. 1 - A economia cafeeira e a mão de obra

Olá,
escrevei sobre o cap. 1, como o título adianta.
Lembrem que o conteúdo da prova é toda a unidade 8, com os capítulos 1, 2 e 3. Como mostrei para vocês no Facebook, a avaliação está mais concentrada no cap. 1 e 2. Colocarei o cap. 2 aqui nesse post mesmo. Ok?

Vamos lá!

A economia cafeeira teve início ainda no século XVIII, mas se desenvolveria plenamente apenas no século XIX muito influenciada pelo crescente consumo do produto e, consequente aumento nos preços, nos Estados Unidos e na Europa. A plantação foi iniciada, principalmente, no Vale do Paraíba (RJ), região de terras extensas com solo e clima favoráveis. Surge ao mesmo tempo uma nova elite e classe política no Brasil, os barões de cafés. Utilizava-se, sobretudo, a mão de obra escrava nos cafezais, fato que deu novo impulso para o tráfico de escravos para o Rio de Janeiro.
A região do Oeste Paulista, região que abrange cidades como Piracicaba, Jundiaí, Campinas, dentre outras, também foi uma zona de expansão do café após 1840 e tornou-se a principal região produtora em razão da acentuada decadência da produção no Rio de Janeiro, no Vale do Paraíba, por causa da dificuldade de obter escravos após a Lei Eusébio de Queiroz de 1850 (proibia a a entrada de novos escravos no Brasil), o uso intensivo do solo e a falta de investimentos para melhoria técnica. 

Também foi constata presença de mão de obra escrava no Oeste paulista. Porém, ao mesmo tempo, a região recebia cada vez mais imigrantes ao longo do século XIX para trabalhar como mão de obra livre e recebendo salário. Existiram dois modelos que recebiam os imigrantes, o sistema de parceria e anos depois o sistema de colonato. O que nos interessa no momento é que a atividade econômica cafeeira introduziu uma nova relação de trabalho no Brasil, ou seja, a assalariada e livre.

Além de incentivar a imigração e introduzir um novo conceito de mão de obra a cafeicultura influenciou também na industrialização e urbanização do país. Porque a riqueza gerada pelo café passou a ser utilizada em diversos setores da economia e na mudança nos espaços urbanos. É dessa época a criação de diversas ferrovias para ligar as áreas produtoras de café no Rio de Janeiro ou São Paulo os portos de cada província. Nesse contexto, diversos bancos chegaram ao país, muitos deles ingleses, e empresários realizaram diversos empreendimentos para a modernização e urbanização do Brasil, principalmente no Sudeste, que tornou-se a região mais importante economicamente. A partir de 1850, investimentos estrangeiros e nacionais foram aplicados para a iluminação pública à gás, a implantação de bondes, do telégrafo e a própria abertura de novos bancos podem ser exemplos de desenvolvimento de algumas cidades brasileira.
Apesar do crescimento econômico e urbano, o Brasil continuou um país de economia agrária e exportadora, na qual a maioria da população continuava trabalhando no meio rural.

Em 1850 foram aprovadas duas leis que marcaram a sociedade daquela época. Uma delas foi a Lei de Terras. Estabelecia que a ocupação do terrenos pertencentes à Coroa seria permitido somente através da compra, dificultando assim, o acesso para a grande parte da população. Até essa data o acesso à terra acontecia por ocupação ou por doação da Coroa. Essa lei foi aprovada porque a elite agrária do país via com temor o crescente número de libertos (ex-escravos) e de imigrantes que podiam escapar ao seu controle caso ocupassem novas terras e não dependessem dos grandes senhores.
É de 1850 também a lei que proíbe a entrada de novos escravos no país: a Lei Eusébio de Queiroz. Trazer escravos após essa data era cada vez mais perigoso e arriscado, pois a Marinha britânico atuava fortemente no Atlântico interceptando navios negreiros e retornando os escravizados para o continente africano.

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