quinta-feira, 19 de junho de 2014

Capítulo 8 - Revolução Francesa

Turma,
essa é a primeira parte da matéria da AVII.

Contexto da Revolução Francesa

     A França encontrava-se numa situação de crise econômica e de aumentos de impostos, ambos causados pelos conflitos nos quais o país se envolveu como a Guerra dos Sete Anos e o apoio à independência dos Estados Unidos. Além disso, o país mergulhou em uma grave crise agrícola por causa de uma forte seca, fato que gerou escassez de alimentos e aumento dos preços. Para tentar solucionar os problemas do país, o rei Luís XVI reuniu depois de muito e muitos anos os Estados Gerais.
     Os Estados Gerais eram divididos em três Estados. O 1° Estado reunia apenas o clero (os religiosos), o 2° Estado era representado pelos nobres. Por fim, o 3° Estado era composto pela burguesia e pelo povo. Se os Estado Gerais foram reunidos para discutir e tentar solucionar os problemas franceses tudo deu errado e seu efeito foi justamente o contrário. As discussões entre os Estados se acirraram quando o 3° Estado sugeriu que as votações fossem feitas de "por cabeça" (individualmente) e não por votações fechadas por Estado. O 3° Estado faz essa proposta porque era muito mais numeroso do que o 1° e 2° Estado, inclusive, componentes desses dois Estados apoiaram propostas do 3° Estado.
Diante do grande impasse existente o rei Luís XVI ameaça fechar os Estados Gerais. Este fato foi o suficiente para o 3° Estado se retirar dos Estados Gerais e realizar o Juramento da Péla (= elaborar uma Constituição para a França). Com isso, tem início a primeira fase da Revolução Francesa

I) Assembleia Nacional Constituinte

- declara o fim dos privilégio de nobres e cleros. = por exemplo, todos os grupos deveriam pagar impostos. Algo que não acontecia antes da Revolução.
- igualdade perante a lei = as leis são iguais para todos. Antes da Revolução, não era assim que acontecia. 
- fim da servidão camponesa
- direito à propriedade privada

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
- confirma as decisões anteriores e permite a liberdade política e religiosa.

Grande Medo: foi uma ação popular de revolta de destruição de colheitas e assassinato de nobres.

14 de Julho de 1789: Queda da Bastilha
Demarca o início da Revolução Francesa. A população destrói a Bastilha porque aquela construção era um símbolo do Absolutismo (ou do Antigo Regime). Muito coerente para uma Revolução que mudou o modo como os dirigentes governavam. A Revolução Francesa é o primeiro passo para dar fim às monarquias absolutistas da Europa.

Constituição de 1791
- cria a monarquia constitucional na França. (Igual ao que ocorreu na Inglaterra com a Revolução Gloriosa em 1688. Agora havia uma Constituição que limitava o poder do rei).
- aplica a divisão dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
- estabelece o voto censitário
O voto censitário é uma contradição da Revolução Francesa. Apesar de defender a aplicação de novas ideias (as ideias liberais) as participações em votações não era para todas as pessoas. O voto censitário estabelece que para participar das votações era preciso comprovar renda. (em outras palavras: precisar ter dinheiro)
- estabelece o Estado laico: A partir desse momento a França não tem mais uma religião oficial e passa a permitir a prática de outras religiões).

II) Monarquia Constitucional
Essa é a 2a fase da Revolução. Partir desse momento as poderosas monarquias absolutistas como Espanha, Prússia e Áustria reagem à Revolução Francesa porque esse movimento traz ideias que buscam limitar ou abolir essas monarquias. Porém, essa breve fase chega ao fim com a reação popular contra o rei Luís XVI, que o degola, sob a acusação de apoiar os exércitos das coligações absolutistas. Com isso, tem início a terceira fase da Revolução.

III) Convenção (República / Jacobinos)
Grupos políticos desse período

girondinos: identificados com a rica burguesia e de posicionamento liberal.
jacobinos (ou montanheses): identificados com a pequena burguesia e com os sans-culottes (os populares) são democratas radicais. Por exemplo, defendiam o voto masculino amplo (para todos os homens, mulheres não!). 
pântanos: representavam a maioria na Assembleia e eram de centro.

A Convenção também é denominado de "O Terror" ou "Jacobinistas" por ser o período de radicalização da revolução. É nesse período que é criada a Lei do Máximo que estabelecia o congelamento dos preços para evitar a alta. Além disso, fica estabelecido o fim da escravidão nas colônias francesas, o ensino público obrigatório e o voto universal (ou quase universal). Porém, o problema desse período foram as intensas perseguições políticas realizadas pelos jacobinos no poder. Para julgar os supostos contra-revolucionários, que na verdade, muitas vezes pedia moderação às perseguições e prisões políticas desse período foi criado o Comitê de Salvação Pública. 
Essas perseguições que geram o ponto fraco do período jacobinista e criou condições para que a alta burguesia (os girondinos) dessem o golpe do 9 Termidor, retirando os radicais do poder e dando início ao Diretório.

IV) Diretório
O Diretório foi um curto período, porém conturbado, pois vários setores da políticas tentavam dar golpes e contra golpes dentro do governo. As medidas tomadas pelos girondinos foram extremamente impopulares, como o fim da Lei do Máximo e o retorno do voto censitário. Ambas geram grande insatisfação na população e várias reivindicações são feitas em Paris contra essas novas medidas. É nesse momento que surge um novo personagem surge nesse contexto: Napoleão Bonaparte. O militar francês ganhava cada vez mais prestígio e poder dentro do governo por ser um excelente estrategista militar e ganhar várias batalhas contra as Coligações absolutistas. Por causa desses fatores e do amplo questionamento aos girondino, Napoleão e alguns políticos conferem o golpe contra o governo do 18 Brumário e iniciam o período napoleônico e a quinta e última fase da Revolução.

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