quarta-feira, 22 de abril de 2015

Unidade 3 - Transformações em marcha - Capítulo 1 - Revolução Industrial

Turma,
essa é a primeira parte do conteúdo. Esse capítulo não é complicado.
O livro também é uma boa opção.

Naquela aula sobre a Revolução Industrial montamos um quadro comparativo entre a produção de mercadorias no artesanato e nas manufaturas. Revejam o caderno porque refazer aquilo aqui não ficará bom.

De modo geral, o que vimos no artesanato é que o artesão tem o controle de todas as etapas das produção, é dono das ferramentas e do próprio produto, o trabalho é extremamente manual, desenvolvido em ambiente doméstico e há o controle do ritmo de trabalho. A produção é baixa, o preço é estabelecido pelo artesão e a venda das mercadorias é feita diretamente por ele.

Na manufatura há algumas mudanças. 
A mão de obra dos artesãos é contratada, eles recebem a matéria-prima para o trabalho, o tempo de trabalho não é mais controlado por ele e a produtividade é determinada por outros. A produção é feita em etapas, por diferentes pessoas e o produto final, assim como o preço, são estabelecidos pelo proprietário.

O que vimos nesse capítulo é o processo de industrialização das atividades de produção de um produto. A indústria é responsável por transformar a matéria-prima em mercadoria e a industrialização é justamente o desenvolvimento econômico baseada na produção industrial. Acrescentaria também que é a aplicação de máquinas no processo produtivo. (Ver box "Explore" - página 58)

Nesse momento, quando pensamos em Revolução Industrial devemos pensar na Grã-Bretanha. (Escreverei Inglaterra a partir daqui) e no século XVIII. Agora já lembramos de onde e de quando estamos falando.

Porque a Inglaterra foi o primeiro país a dar a largada na Revolução Industrial? Existiram algumas condições para isso.

1) "Rainha dos Mares": Por ser uma ilha, a Grã-Bretanha precisava obrigatoriamente desenvolver a sua navegação para realizar trocas comerciais seja na Europa, seja nas colônias que possuía. 

2) Ambiente político favorável: Enquanto a França viveu um conturbado processo revolucionário no final do século XVIII, a Inglaterra já havia resolvido suas questões políticas no século XVII, com a Revolução Gloriosa, ao limitar extremamente a poder do rei inglês.

3) Questão cultural: A religião puritana (calvinista) incentiva o trabalho e o lucro.

4) Grupos sociais empreendedores: Burguesia e nobreza. 

Além dessas condições havia a disponibilidade de mão de obra e de matéria-prima.
cercamento dos campos: (Isso não é novidade porque já vimos isso algumas vezes.) 
A Inglaterra tinha uma longa tradição no comércio de lã e criação de ovelhas. Os cercamentos dos campos transformam a produção na zona rural porque aqueles campos que eram de uso comum entre os camponeses tornam-se propriedade privada de alguém. Portanto, não haveria terra para todos e os nobres também não usariam todos os camponeses nos seus campos. Por isso, muitos saíram dos campos para as cidades, aumentando a disponibilidade de mão de obra para as manufaturas e outros foram para as 13 Colônias.
Além disso, havia a disponibilidade de ferro e carvão na própria Inglaterra. O ferro usado para as máquinas e o carvão para movê-las.

Esse processo de industrialização promovido pela Revolução Industrial trouxe consequências como a evidente transformação da produção, o consequente aumento de produção e redução de custos porque com a introdução de algumas máquinas era possível produzir mais e com menos trabalhadores.
Houve também o desenvolvimento mais evidente do capitalismo, denominado nesse momento de capitalismo industrial, baseado na acumulação de capital e na livre concorrência entre os produtores. 
Novos protagonistas entram em cena, como o operário (ou proletário) que vende a sua força de trabalho em troca de um salário, ele não detém nenhum meio de produção (como as ferramentas, máquinas e matéria-prima) ao contrário do que havia nos modo de produção artesanal e um pouco nas manufaturas. Por fim, não é ele quem determina o ritmo de trabalho, nem as horas trabalhadas. Como os direitos trabalhistas eram inexistentes nesse momento as jornadas de trabalho poderiam atingir 10, 12, 14 ou até mesmo 16 horas. A decisão da quantidade de horas trabalhadas ficava a critério dos proprietários, conhecidos como os burgueses. As poucas fábricas existentes eram locais pouco espaçosos e os acidentes de trabalhos constantes. O uso do trabalho infantil e feminino era comum para reduzir os salários e aumentar os lucros.

5 comentários:

  1. dps de tudo isso, minhas chances de tirar uma boa nota caíram, literalmente

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  3. Respostas
    1. Cara, da pra ver a prova nesses textos, to muito na merda

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