Este post é a explicação do que vocês colocaram no caderno. Naquele temos praticamente os tópicos.
Para falar de Independência do Brasil precisamos passar pela Revolução Liberal do Porto de 1820. Naquela altura poucos pensavam em se separar de Portugal e ninguém imaginava que em 1822, apenas 2 anos depois o Brasil romperia seus laços com Portugal. Para explicar essa Revolução precisamos entender a motivação dos portugueses nesse movimento. Bem, a antiga metrópole encontrava-se em uma dupla crise: política e econômica. Política porque o país era governado por ingleses e econômica porque viu seus rendimentos caírem depois da abertura dos portos brasileiros para as nações amigas.
Há uma frase muito famosa sobre essa Revolução: "Movimento liberal para Portugal e conservador para o Brasil". E por que? Liberal para Portugal porque exigia o retorno de d. João (o que acontece em 1821) e previa a limitação dos poderes do rei D. João VI ao criarem uma Constituição para o país e conservadora para o Brasil porque pretendia recolonizar a região. Mas o Brasil já não era uma colônia? Não, uma das medidas de D. João VI transformou o Brasil em reino, igual a Portugal, em 1815. Além disso, em 1810, o mesmo príncipe regente formalizou a abertura dos portos através dos Tratados com a Inglaterra.
No contexto da Revolução são formadas as Cortes em Portugal, justamente para discutir a constituição portuguesa e os rumos para o Brasil. Havia inclusive representantes brasileiros enviados para Portugal. As Cortes tentaram de vários meios fazer a recolonização criando medidas como a subordinação das regiões brasileiras à Lisboa e não ao Rio de Janeiro, a anulação dos Tratados de 1810 com a Inglaterra e o retorno de órgãos de administração que estavam no RJ para Lisboa.
Começaram, então, a surgir correntes que eram favoráveis ou não à recolonização como o "partido" português, favorável a recolonização e o "partido" brasileiro que preferia manter as situação como estava. Por fim, os liberais radicais que defendiam a separação com Portugal, a formação de uma República e o fim da escravidão. Com a pressão das Cortes em Portugal, d. João VI deixa o Brasil em 1821 e deixa o seu filho, Pedro, governando em seu lugar.
As Cortes passaram a pressionar pelo retorno do príncipe regente para agilizar a recolonização. No início de 1822, houve o "dia do Fico", ou seja, Pedro ignora a primeira ordem de retorno para Portugal e afirma publicamente que permaneceria no Brasil e declara que as tropas portuguesas contrárias as sua permanência foram consideradas inimigas. Meses depois teve início a discussão sobre a convocação de de uma Assembleia Constituinte. Em setembro as Cortes reagem e anulam os poderes do regente Pedro e exigem o seu retorno imediato. Ao saber disso, o príncipe que se encontrava em São Paulo para obter apoio a separação de Portugal declara o Brasil independente.
Porém, nem todas as regiões do novo país eram favoráveis a separação de Portugal. Por isso, foram registrados conflitos no Norte e Nordeste que preferiam a ligação com os portugueses e não com o Rio de Janeiro, mas as forças do Brasil conseguiram manter as regiões rebeldes. Assim, tiveram início as discussões sobre a primeira Constituição do Brasil.
A primeira Constituição escrita pela Assembleia Constituinte foi desconsiderada por d. Pedro I e a assembleia foi desfeita. O país conheceria a nova Constituição somente em 1824 e ela estabelecia a divisão dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) mais o Poder Moderador de uso exclusivo do imperador e podia interferir em diversos assuntos, como dissolver a Câmara dos Deputados e convocar novas eleições. Ficou estabelecido que governo era uma monarquia hereditária constitucional. O voto para eleições para a Câmara e Senado eram indiretos e censitários. Não havia eleições para os presidentes de província, pois eles eram nomeados pelo Imperador. Além disso, havia o Conselho de Estado, composto por nomeações vitalícias pelo próprio d. Pedro.
Nesse mesmo ano explode a Confederação do Equador. A revolta é iniciada pela substituição do presidente de província de Pernambuco pelo imperador. O levante era uma reação à centralização política do imperador, por interferir nos assuntos da província trocando o presidente da província. Logo, reivindicavam a autonomia da província, a criação de uma república e da adoção do federalismo. O movimento foi fortemente reprimido pelas tropas imperiais.
O Primeiro Reinado (1824-1931) é marcado por uma série de problemas para o Brasil. No contexto internacional, os nossos principais produtos de exportação (algodão, açúcar e o café) encontravam-se em baixa, fato que diminuía a arrecadação de dinheiro do país. O governo imperial era acusado de centralista, exemplo disso foi a Confederação do Equador. Além disso, o Brasil se envolveu em um conflito com o Uruguai e isto desagradou mais ainda a sociedade em geral porque aumentou os gastos militares, o recrutamento para tropas era forçado e vários postos de comando eram ocupados por portugueses ao invés de brasileiros.
Junte-se a isso tudo, em 1826, morre d. João VI, pai de d. Pedro I e rei de Portugal. Os adeptos da independência viam toda a possibilidade de um restabelecimento de laços com Portugal. A partir daí o sentimento antilusitano torna-se cada vez mais forte e evidente e essa aversão aos portugueses chegaria ao seu ponto máximo na "Noite das Garrafadas". Fato histórico que marca o fim do I Reinado e trata-se de conflitos nas ruas do Rio de Janeiro entre portugueses que apoiavam o imperador e os brasileiros. Desgastado e diante dessa tensa situação, d. Pedro I abdica do trono em nome de seu filho, futuro d. Pedro II e dias de depois retira-se para Portugal para tornar-se rei lá.
As Cortes passaram a pressionar pelo retorno do príncipe regente para agilizar a recolonização. No início de 1822, houve o "dia do Fico", ou seja, Pedro ignora a primeira ordem de retorno para Portugal e afirma publicamente que permaneceria no Brasil e declara que as tropas portuguesas contrárias as sua permanência foram consideradas inimigas. Meses depois teve início a discussão sobre a convocação de de uma Assembleia Constituinte. Em setembro as Cortes reagem e anulam os poderes do regente Pedro e exigem o seu retorno imediato. Ao saber disso, o príncipe que se encontrava em São Paulo para obter apoio a separação de Portugal declara o Brasil independente.
Porém, nem todas as regiões do novo país eram favoráveis a separação de Portugal. Por isso, foram registrados conflitos no Norte e Nordeste que preferiam a ligação com os portugueses e não com o Rio de Janeiro, mas as forças do Brasil conseguiram manter as regiões rebeldes. Assim, tiveram início as discussões sobre a primeira Constituição do Brasil.
A primeira Constituição escrita pela Assembleia Constituinte foi desconsiderada por d. Pedro I e a assembleia foi desfeita. O país conheceria a nova Constituição somente em 1824 e ela estabelecia a divisão dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) mais o Poder Moderador de uso exclusivo do imperador e podia interferir em diversos assuntos, como dissolver a Câmara dos Deputados e convocar novas eleições. Ficou estabelecido que governo era uma monarquia hereditária constitucional. O voto para eleições para a Câmara e Senado eram indiretos e censitários. Não havia eleições para os presidentes de província, pois eles eram nomeados pelo Imperador. Além disso, havia o Conselho de Estado, composto por nomeações vitalícias pelo próprio d. Pedro.
Nesse mesmo ano explode a Confederação do Equador. A revolta é iniciada pela substituição do presidente de província de Pernambuco pelo imperador. O levante era uma reação à centralização política do imperador, por interferir nos assuntos da província trocando o presidente da província. Logo, reivindicavam a autonomia da província, a criação de uma república e da adoção do federalismo. O movimento foi fortemente reprimido pelas tropas imperiais.
O Primeiro Reinado (1824-1931) é marcado por uma série de problemas para o Brasil. No contexto internacional, os nossos principais produtos de exportação (algodão, açúcar e o café) encontravam-se em baixa, fato que diminuía a arrecadação de dinheiro do país. O governo imperial era acusado de centralista, exemplo disso foi a Confederação do Equador. Além disso, o Brasil se envolveu em um conflito com o Uruguai e isto desagradou mais ainda a sociedade em geral porque aumentou os gastos militares, o recrutamento para tropas era forçado e vários postos de comando eram ocupados por portugueses ao invés de brasileiros.
Junte-se a isso tudo, em 1826, morre d. João VI, pai de d. Pedro I e rei de Portugal. Os adeptos da independência viam toda a possibilidade de um restabelecimento de laços com Portugal. A partir daí o sentimento antilusitano torna-se cada vez mais forte e evidente e essa aversão aos portugueses chegaria ao seu ponto máximo na "Noite das Garrafadas". Fato histórico que marca o fim do I Reinado e trata-se de conflitos nas ruas do Rio de Janeiro entre portugueses que apoiavam o imperador e os brasileiros. Desgastado e diante dessa tensa situação, d. Pedro I abdica do trono em nome de seu filho, futuro d. Pedro II e dias de depois retira-se para Portugal para tornar-se rei lá.
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