quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Capítulo 12 - "Brasil: de Colônia a Império"

Fala turma,
esse post é para a AV2.
Nessa prova teremos o capítulo 12 e 13, mas farei apenas UM post para esses 2 capítulos. Peguei tudo de mais importante deles e reduzi em uma publicação só. Por isso, se alguém por acaso pegar o livro achará algumas informações no cap. 13 e não no 12. O cap. 12 é o mais importante.

Bom, começando.

     O assunto que estudamos nas últimas aulas foi a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Essa mudança ocorre no contexto das invasões napoleônicas sobre as monarquias absolutistas, dentre elas Portugal porque este reino apresentou certa resistência em aceitar o Bloqueio Continental imposto por Napoleão. Devido a demora do príncipe regente D. João VI em se posicionar entre a Inglaterra e a França, o imperador francês marcha sobre Portugal, fato este que provoca a vinda da Família Real portuguesa para o Brasil com o apoio da Inglaterra. Com isso, o Brasil, então uma colônia, para a ser o centro político do que restava do Império português.

     Assim que chegou ao Brasil, em 1808, D. João VI decreta a abertura dos portos para as nações amigas (leia-se Inglaterra). Isso quer dizer que a colônia agora tem liberdade para comercializar com outros países e não apenas com Portugal. Logo, é possível dizer que o pacto colonial deixava de existir.
    Em 1810, é assinado o Tratado de Aliança e Comércio entre Portugal e a Inglaterra que estabelecia diferentes taxas alfandegárias para produtos importados. É nesse contexto também que a Inglaterra começa a pressionar o Brasil e Portugal para dar fim ao tráfico de escravos. Assunto que se arrastaria por mais 40 anos.
     Além disso, D. João VI revoga (anula) o Alvará de 1785. Esse alvará estabelecia a proibição da criação de manufaturas na colônia. Portanto, D. João libera a produção colonial. Porém, a medida encontra resistência porque os produtos ingleses faziam forte concorrência aos manufaturados brasileiros. Essa e outras medidas tinham por objetivo modernizar a colônia para melhor atender a família real.
Podemos destacar também:
- a criação da Academia Militar
- a criação das Faculdades de Direito e Medicina
Ambas preocupadas com a formação de pessoas. Apesar de muitos funcionários do reino Português virem com a Família Real era preciso formar alguns colonos nesses assuntos para suprir faltas de profissionais
- a criação do Banco do Brasil
- a criação da Academia de Belas Artes: o objetivo era desenvolver a vida cultural da sede da colônia.
- Museu Nacional. Localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão e também serviu de residência para a Família real.
- Real Biblioteca: a coleção de livros que deu origem a essa biblioteca se transformou hoje no acervo da Biblioteca Nacional, localizada no Centro do Rio de Janeiro.
- Imprensa Régia: é criado o primeiro jornal na colônia, A Gazeta do Rio de Janeiro e noticiava assuntos do governo.

Porém as mudanças não param por aí.
1815: Brasil torna-se reino unido à Portugal e Algarves.
Trata-se de uma importante decisão política tomada por D. João VI. Com essa medida, o Brasil deixava de ser uma colônia e tornava-se um reino, ou seja, o Brasil passa a ter o mesmo status que Portugal. Essa decisão tem influências do contexto europeu porque em 1815, no Congresso de Viena, ficou estabelecido que, pelo princípio da legitimidade, as antigas monarquias depostas por Napoleão deveriam retornar ao trono. Porém, a sede reconhecida pelos monarcas era Lisboa, e não o Rio de Janeiro. Por isso, D. João VI decide tornar o Brasil um reino, para ter mais voz no Congresso.

Entre 1816 e 1817 esteve presente no Brasil a Missão Artística Francesa. A Corte portuguesa patrocinou a vinda de alguns artistas franceses para representar o cotidiano da corte e da colônia no Brasil.

Revolução Pernambucana (1817)
Essa revolta se iniciou em Pernambuco, mas acabou se espalhando para Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Influenciados pelas ideias do Iluminismo, como igualdade de direitos e certa liberdade religiosa, os revoltosos pretendiam se separar do Brasil e criar uma República. Eles criticavam também os aumentos de impostos para custear o conflito envolvendo o Brasil e o Uruguai (naquela época chamado de Cisplatina) em uma região (o Nordeste) que passava por dificuldades econômicas porque o algodão e o açúcar encontravam-se em decadência. 
Embora esse levante tenha se espalhado por outros estados, a sua duração foi curta. Apenas 3 meses após o início da repressão das tropas portuguesas e brasileiras.

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